O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, 16, que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro explique, em 24 horas, a apreensão de uma arma de fogo de sua propriedade. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu o armamento durante uma blitz na noite desta segunda-feira, 15, por volta das 23h30.
Os policiais abordaram o servidor Estácio Leite da Silva Filho no Pistão Norte, em Taguatinga (DF). O funcionário, que atua na segurança do ex-presidente, dirigia um veículo Honda Civic em um ponto de bloqueio. Na ocasião, ele identificou-se como integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.
Segundo a ocorrência, os policiais militares avistaram uma pistola Glock 9mm no assoalho do carro. Inicialmente, o condutor afirmou que a arma estava registrada em sua carteira funcional, mas a fiscalização não constatou o registro. Em um segundo momento, ele admitiu que o armamento pertencia a Bolsonaro.
Moraes solicitou esclarecimentos sobre o motivo de a arma estar na casa do ex-presidente e sobre as circunstâncias do transporte do armamento pelo integrante do GSI.
“A Defesa de Jair Messias Bolsonaro se manifeste sobre o referido Boletim de Ocorrência, esclarecendo, inclusive, a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento", diz a decisão de Moraes.
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Fonte: Revista Oeste · Por Letícia Alves