Entre março e agosto de 2025, investigações da Polícia Federal (PF) sugeriram que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, movimentou um caixa paralelo de R$ 114,6 milhões. Entre os gastos, estavam aeronaves, imóveis de alto padrão e galerias de arte.
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Relatórios destacam pagamentos mensais de R$ 1 milhão ao auxiliar Luiz Phillipi Machado de Morão, conhecido como "Sicário". Além disso, há repasses relevantes a galerias de São Paulo e despesas milionárias com jatinhos.
Os dados constam em planilhas enviadas por Fabiano Zettel e Ana Claudia de Paiva, identificados pela PF como operadores financeiros do banqueiro. Nas trocas de mensagens, Vorcaro orientava os pagamentos a Morão, enfatizando a regularidade dos repasses.
"Colocar Sicário na lista 1 mm (milhão) todo dia 8", ordenou, segundo documentos analisados pela corporação. Mesmo diante de reclamações sobre o comportamento de Morão, a determinação era manter a remuneração do colaborador.
Estrutura do grupo de Vorcaro
O apelido "Sicário" designava Morão, considerado um homem de confiança e executor de tarefas do grupo, que integrava a chamada "A Turma", milícia privada responsável por monitorar e intimidar adversários do banqueiro. A PF investiga se obras de arte e voos em aeronaves particulares eram meios utilizados por Vorcaro para lavar dinheiro e remunerar aliados políticos.
Parte relevante dos repasses do caixa paralelo passava pela Super Empreendimentos S.A. A empresa dirigida por Zettel e Ana Claudia era classificada como central na estrutura de desvio de recursos do grupo. Através da Super, a família Vorcaro investia em imóveis de luxo, incluindo uma mansão avaliada em R$ 36 milhões no Lago Sul, em Brasília, onde o banqueiro recebia autoridades do Legislativo e Judiciário.
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Segundo a Polícia Federal, "é necessário pontuar que é possível comprovar que uma das empresas utilizadas pelo grupo de Daniel Vorcaro para repassar valores a Sicário era a Super Empreendimentos e Participações S.A".
Vorcaro e Zettel estão presos preventivamente por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto Morão morreu na prisão depois de tentar suicídio. Ana Claudia foi alvo de busca e apreensão.
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Fonte: Revista Oeste · Por Lucas Cheiddi