O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, trocaram um cumprimento rápido na noite desta terça-feira, 16, na França. O encontro social ocorreu no hotel que sedia a cúpula do G7, na cidade de Évian-les-Bains. Os dois líderes nacionais evitaram conversar sobre a imposição de novas barreiras alfandegárias contra o mercado brasileiro, assunto que azedou a relação diplomática entre Brasília e Washington.

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O contato informal serviu para quebrar o gelo registrado horas antes no fórum internacional. Donald Trump ignorou a presença de Lula e passou direto pelo petista antes da captação do tradicional "retrato de família" do evento. Na organização do painel de fotos, o presidente brasileiro ficou posicionado ao lado do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, enquanto o chefe da Casa Branca posou bem distante, junto ao presidente francês Emmanuel Macron.

Casa Branca investiga Pix e regras ambientais do Brasil

O clima pesado entre as comitivas aumentou com a conclusão de um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O órgão governamental americano propôs a aplicação de uma taxa de 25% sobre as mercadorias vindas do Brasil. A equipe de Trump acusa o governo brasileiro de adotar medidas comerciais desleais que trazem prejuízos financeiros para as corporações da América do Norte.

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A investigação do USTR questionou o funcionamento do sistema de pagamentos Pix, o rigor das políticas ambientais locais, as ferramentas de combate à corrupção e a proteção de patentes. A taxação em massa passa por discussões comunitárias em Washington e deve receber uma validação final em julho. O Palácio do Planalto considerou a punição inaceitável e subiu o tom contra o tratamento individual aplicado pelos norte-americanos.

Petista discursa contra o protecionismo dos países ricos

O Brasil participa do encontro de potências financeiras na condição de nação convidada pelo governo francês. Lula aproveitou as reuniões ampliadas do G7 para disparar críticas contra o protecionismo econômico praticado pelas potências ocidentais. Diplomatas do Itamaraty revelaram que o presidente preparou discursos para condenar as retaliações comerciais arbitrárias, sem citar o nome de Donald Trump de forma direta.

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Fonte: Revista Oeste · Por Erich Mafra