O vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL-RN) afirmou na terça-feira 16 que está “traumatizado” e psicologicamente abalado depois de sobreviver a um atentado a tiros que matou seu assessor, Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, no Rio Grande do Norte.

Em vídeo divulgado depois de passar por cirurgia, o parlamentar disse estar bem fisicamente, mas ainda lidando com os efeitos emocionais do ataque. “Fisicamente eu estou muito bem. Psicologicamente eu estou um pouco traumatizado, abalado”, declarou.


Deyvison também lamentou a morte do assessor, a quem chamou de “irmão de vida”. "Quero me solidarizar com a família", declarou "Foi uma perda, um golpe. Mas eu estou aqui e o propósito, o nosso ideal, continua. Não vou recuar".

Segundo o vereador, a continuidade do trabalho também será uma forma de honrar a memória do amigo e apoiar seus familiares.

O atentado contra o vereador do PL

Os dois suspeitos de terem cometido atentado contra político do PL de Mossoró (RN) | Foto: Reprodução/Polícia Civil

O atentado ocorreu na noite da segunda-feira 15, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró. Alyson Dyego filmava uma transmissão ao vivo quando criminosos passaram pelo local em um veículo e efetuaram diversos disparos. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Já Cabo Deyvison foi atingido nas pernas e encaminhado inicialmente à UPA. Depois, foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, onde passou por cirurgia. De acordo com sua equipe, o estado de saúde é estável.

Durante a manifestação, o vereador agradeceu as mensagens de apoio recebidas e elogiou a atuação dos profissionais de saúde que atenderam as vítimas. Ele destacou os servidores da UPA do Alto de São Manoel, do Hospital Regional Tarcísio Maia e do Hospital da Polícia, afirmando que os profissionais mantiveram o equilíbrio para prestar socorro “naquele cenário horrível de terror”.

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A Polícia Civil informou que o vereador era o alvo do atentado. As investigações apuram se o crime tem relação com denúncias feitas por Deyvison sobre a atuação de facções criminosas na cidade. Depois do ataque, os policiais localizaram o carro suspeito abandonado no bairro Alameda dos Cajueiros.

No local do crime, os investigadores recolheram um carregador de munição calibre 5.56, utilizado em fuzis. O delegado responsável pelo caso, Renato Oliveira, classificou o atentado como “bárbaro” e afirmou que a ação colocou em risco pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde que estavam na unidade.

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Fonte: Revista Oeste · Por Rachel Díaz