O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira, 17, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "continua agindo como imperador". O petista classificou como "desaforada" a postura adotada pelo norte-americano em relação ao Brasil.

As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça, depois da participação do brasileiro na cúpula do G7. O evento foi realizado em Évian-les-Bains, na França.

Lula também afirmou que não solicitou uma reunião bilateral com Trump durante o encontro internacional. Segundo ele, Brasil e EUA mantêm negociações sobre as tarifas comerciais por meio dos ministros das Relações Exteriores e do Comércio, tornando desnecessária uma conversa direta entre os chefes de Estado neste momento.

"Não pedi uma bilateral com o Trump, porque estamos em negociação", afirmou o petista. "Acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Por isso falei que ele continua agindo como imperador."

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Lula diz que EUA não respeitaram as negociações

Ao comentar as tratativas entre os dois países, Lula disse que entregou ao governo norte-americano um documento sobre o combate ao crime organizado, destacando a atuação da Polícia Federal e defendendo maior cooperação entre os países. Na sequência, os EUA classificaram as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como grupos terroristas.

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O petista também criticou a forma como Trump conduz o diálogo internacional. "O presidente Trump fala muito e ouve pouco. De repente eu recebo a notícia da punição", afirmou, em referência às medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

Apesar das críticas, Lula disse que pretende conversar diretamente com o presidente norte-americano caso as negociações conduzidas pelas equipes técnicas não avancem. "Não tenho problema de pegar o telefone e ligar para ele."

Durante a coletiva no G7, Lula também comentou a disputa comercial entre Estados Unidos e China. Segundo ele, o Brasil não pretende tomar partido entre as duas potências e busca preservar relações comerciais com ambos os países.

Mas ressaltou que a China se tornou o principal parceiro comercial brasileiro por importar mais produtos nacionais e gerar maior superávit para o Brasil.

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Fonte: Revista Oeste · Por Luana Viana