Depois de Jaques Wagner (PT-BA) ser alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender nesta quinta-feira, 18, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso Banco Master. A manifestação foi feita em publicação nas redes sociais.
No post, o parlamentar compartilhou uma reportagem sobre uma nova fase da operação da Polícia Federal relacionada ao banco. A manchete afirma que a PF mira Wagner, um dos líderes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na investigação sobre supostos desvios envolvendo a instituição financeira.
“Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!”, escreveu o senador.
A oposição tem usado os desdobramentos das investigações para pressionar pela instalação de uma comissão no Congresso. Parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) buscam reunir apoio para ampliar o escrutínio sobre o caso e apurar possíveis conexões políticas relacionadas ao banco.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 depois da identificação de irregularidades financeiras. Desde então, investigações conduzidas por órgãos de controle e pela Polícia Federal apuram suspeitas de fraudes, desvios de recursos e possível envolvimento de agentes públicos.
Jaques Wagner, líder do governo Lula, é alvo da PF no caso Master
A Polícia Federal incluiu o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, entre os alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 18. Contra o parlamentar, os agentes cumprem mandado de busca e apreensão.
A pedido da investigação, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou 18 mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A apuração mira os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O nome de Wagner havia surgido no caso Master antes mesmo desta fase. A nora do senador recebeu pelo menos R$ 11 milhões do banco por meio da BK Financeira, empresa de sua propriedade. Na época, Wagner negou envolvimento e afirmou não ter "conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada."
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Propriedades e empresas de Augusto Lima, nos mesmos Estados e em Brasília, também foram alvos da operação. Lima foi sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e implantou o sistema de crédito consignado para servidores públicos durante a gestão de Wagner no governo baiano — iniciativa que mais tarde integrou o portfólio do Banco Master por meio do Credcesta, seu principal ativo.
Wagner é um dos aliados mais próximos e antigos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois se conheceram nos anos 1980, quando Wagner era sindicalista da indústria petroquímica na Bahia, e a parceria já passa de três décadas. No primeiro governo Lula, foi ministro do Trabalho e de Relações Institucionais.
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Fonte: Revista Oeste · Por Rachel Díaz