Críticas do Departamento de Estado dos Estados Unidos à condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) destacaram preocupações sobre suposta “perseguição e manipulação jurídica” contra opositores políticos no Brasil.
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Em entrevista à Reuters, um porta-voz do órgão norte-americano afirmou que a condenação de Eduardo representa parte de um “padrão de perseguição e guerra jurídica (lawfare) dos tribunais brasileiros contra seus opositores políticos”.
Nas redes sociais, o político repercutiu e comemorou a classificação por parte dos EUA. Em vídeo publicado na rede social X, Eduardo diz que o STF censurou várias pessoas, emitiram mandados de prisão, cancelaram passaporte e prenderam 'senhorinhas'.
🚨É oficial: maior democracia do mundo reconhece que sou PERSEGUIDO POLÍTICO. pic.twitter.com/KhS5zryoPo
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) June 19, 2026
"Vocês acham que a maior democracia do mundo, o farol da liberdade, os Estados Unidos, não estariam atentos a essa tipo de conduta totalmente ideológica?", questionou. "Essa é mais uma bordoada no STF brasileiro e no Alexandre de Moraes. Pode ter certeza de que nós venceremos!"
Reações de Trump e detalhes do julgamento de Eduardo
O representante do governo Donald Trump declarou que “debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, não por condenações judiciais”. Ele reforçou críticas à atuação da Justiça brasileira, segundo a Reuters.
Na terça-feira 16, a 1ª Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, com votação unânime dos ministros. A pena estabelecida foi de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. A Defensoria Pública da União, que assumiu a defesa por falta de advogado indicado, ainda pode recorrer da decisão.
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Os magistrados entenderam que o ex-deputado estimulou sanções dos EUA contra autoridades nacionais e tentou pressionar integrantes do STF. Sua busca supostamente era para influenciar o julgamento sobre os atos do 8 de janeiro, que resultou na condenação de Jair Bolsonaro, seu pai, e dificultar sua responsabilização.
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Fonte: Revista Oeste · Por Lucas Cheiddi