As autoridades prenderam nesta semana o brasileiro Rafael de Almeida Araújo, foragido da Justiça, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. A polícia identificou o homem como um dos autores do tiroteio ocorrido na comunidade de Paraisópolis, na capital paulista, em 17 de outubro de 2022. A captura ocorreu no momento em que o suspeito apresentou uma identidade falsa às autoridades bolivianas.
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O local da prisão, Santa Cruz de La Sierra é apontada por investigadores como uma das principais bases de atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) na rota internacional do tráfico de drogas. Rafael será transferido ainda nesta sexta-feira, 19, para o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul.
Relembre o tiroteio na campanha de 2022
O confronto armado aconteceu no Polo Universitário de Paraisópolis, durante o segundo turno das eleições estaduais. O então candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) cumpria agenda no local. Com o início dos disparos, o atual governador precisou interromper a atividade e chegou a permanecer abaixado durante o fogo cruzado.
Nenhum integrante da comitiva de Tarcísio ou jornalista que acompanhava a visita ficou ferido. O político deixou a comunidade cerca de 20 minutos depois do ataque, escoltado por seguranças em uma van.
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Um homem de 27 anos, identificado como Felipe Silva de Lima, morreu no confronto. Segundo a polícia, ele possuía duas passagens por roubo. Equipes de resgate socorreram o suspeito e o levaram ao pronto-socorro do Hospital Campo Limpo, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Ação integrada e cooperação internacional
A captura do foragido resultou de um trabalho focado em inteligência e cooperação internacional. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (Ficco-SP) rastreou o paradeiro de Rafael e repassou as informações estratégicas que permitiram a prisão pelas autoridades da Bolívia.
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A Ficco atua de forma ininterrupta no enfrentamento às facções criminosas. A força-tarefa une diferentes corporações para potencializar as investigações. Os seguintes órgãos compõem o grupo:
- Polícia Federal;
- Secretaria Nacional de Políticas Penais;
- Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo;
- Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.
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Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo