O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta sexta-feira, 19, o julgamento de ações que questionam uma emenda constitucional aprovada pelo Congresso Nacional em 2024. A norma alterou as regras de financiamento de campanhas e concedeu anistia aos partidos políticos que não destinaram o percentual mínimo de recursos para candidaturas de mulheres e de pessoas pretas e pardas.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

O ministro Alexandre de Moraes apresentou seu voto e acompanhou a divergência. Com a manifestação do magistrado, o placar ficou em 6 a 4 a favor da manutenção da validade da emenda. O caso corre no plenário virtual da Corte, com encerramento previsto para 26 de junho. A análise estava paralisada desde o final de maio, em virtude de um pedido de vista de Moraes.

Divergência contra perdão a partidos

A ala divergente defende a derrubada do perdão das multas e a penalização imediata das legendas. O ministro Flávio Dino abriu essa corrente com o argumento de que a isenção das sanções é inconstitucional e representa um retrocesso nas políticas afirmativas. Os ministros Cármen Lúcia, Edson Fachin e, agora, Alexandre de Moraes seguiram esse entendimento.

Apesar da resistência, a Corte já formou maioria para manter o texto defendido pelo Congresso. O relator das ações, ministro Cristiano Zanin, votou pela total improcedência dos pedidos de inconstitucionalidade. O partido Rede Sustentabilidade, a Federação Nacional das Associações Quilombolas e a Procuradoria-Geral da República apresentaram as contestações.

https://www.youtube.com/watch?v=hMLPUz4PokM

Cinco ministros acompanharam o relator de forma integral, consolidando os seis votos necessários:

  • Dias Toffoli;
  • André Mendonça;
  • Nunes Marques;
  • Luiz Fux;
  • Gilmar Mendes.

Leia mais: "Quem é Fernando Fiori, segundo suplente da chapa de André do Prado ao Senado

Para Cristiano Zanin, a regra não configura uma anistia ilegal, mas um modelo de refinanciamento e transição. Conforme o texto aprovado pelo Legislativo, os partidos que descumpriram as cotas no passado não pagarão multas aos cofres públicos.

Em contrapartida, as legendas ficam obrigatoriamente condicionadas a compensar os valores devidos. Os partidos precisarão aplicar os montantes em candidaturas negras no decorrer das quatro eleições subsequentes, com início a partir do pleito de 2026.

Leia mais: "Candidata do PT em Roraima evita vermelho e reduz aparições de Lula

O post Moraes vota contra perdão a partidos e placar no STF vai a 6 a 4 apareceu primeiro em Revista Oeste.

📰 Leia a reportagem completa
Este conteúdo é originalmente de Revista Oeste. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
https://revistaoeste.com/politica/moraes-vota-contra-perdao-a-partidos-e-placar-no-stf-vai-a-6-a-4/

Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo