O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (MDB), voltou a defender a política de internação de dependentes químicos como parte da estratégia adotada pelo governo estadual para enfrentar a crise da Cracolândia, na região central da capital paulista.
Ramuth afirmou ao site Metrópoles que não existe uma solução única para a dependência química. Acrescentou que muitos pacientes precisam ser internados mais de uma vez até conseguirem se recuperar. Segundo ele, a reincidência faz parte do processo de tratamento, da mesma forma que ocorre com outras doenças crônicas.
Para Ramuth, recorrência faz parte da recuperação
O vice-governador questionou a crítica de que internações sucessivas representariam fracasso da política pública. Para ele, o retorno ao tratamento deve ser encarado como uma etapa natural do processo de recuperação, especialmente nos casos mais graves de dependência.
Ramuth coordena as ações do governo paulista voltadas às chamadas cenas abertas de uso de drogas na capital. A gestão de Tarcisio de Freitas tem apostado na combinação de atendimento social, acolhimento, tratamento médico e ações de segurança pública para reduzir a concentração de usuários na região central da cidade.
Leia também: “Existe imposto justo?”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 327 da Revista Oeste
A declaração ocorre em meio ao debate sobre a eficácia das políticas de combate ao consumo de drogas e sobre o papel da internação no tratamento de dependentes químicos. Defensores da medida argumentam que ela pode ser necessária em situações de risco, enquanto críticos sustentam que a recuperação exige políticas permanentes de saúde mental, assistência social e reinserção na sociedade.
+ Leia mais notícias de Política na Oeste
O post Ramuth reforça necessidade de internação para dependentes químicos apareceu primeiro em Revista Oeste.
Este conteúdo é originalmente de Revista Oeste. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
https://revistaoeste.com/politica/ramuth-reforca-necessidade-de-internacao-para-dependentes-quimicos/
Fonte: Revista Oeste · Por Fábio Bouéri