O Supremo Tribunal Federal (STF) dedicou parte da sessão plenária desta quinta-feira, 18, para homenagear o ministro Gilmar Mendes. O magistrado completa 24 anos de atuação na Corte neste sábado, 20. O tributo foi conduzido pelo presidente do STF, Edson Fachin. Ele destacou a contribuição do decano para a história e a jurisprudência do tribunal.
Em discurso, Fachin afirmou que a trajetória de Gilmar ultrapassa a dimensão pessoal e integra a própria memória institucional do Supremo. Segundo ele, o ministro participou de algumas das transformações mais importantes vividas pela Corte nas últimas décadas e se consolidou como uma de suas principais referências.
Gilmar Mendes: modelo alemão
Ao agradecer a homenagem, Gilmar Mendes revelou que não imaginava permanecer tanto tempo no cargo. O ministro afirmou que ao chegar ao STF pretendia seguir o modelo da Corte Constitucional alemã e permanecer por cerca de 12 anos. No entanto, disse que as circunstâncias e os desafios institucionais o levaram a ficar mais tempo.
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Indicado ao STF pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, que nesta quinta-feira completou 95 anos de idade, Gilmar tomou posse em 20 de junho de 2002. Desde então, presidiu a Corte, participou de julgamentos históricos e alcançou a condição de decano, posto reservado ao ministro mais antigo em atividade.
Ao longo de sua trajetória no Supremo, Gilmar Mendes se tornou uma das figuras mais controversas do Judiciário brasileiro. Críticos de sua atuação apontam decisões que beneficiaram investigados, réus e condenados em casos de corrupção, especialmente no contexto da Operação Lava Jato.
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Fonte: Revista Oeste · Por Fábio Bouéri