Um homem de 49 anos morreu dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, no Distrito Federal, no sábado 20. Imagens das câmeras de segurança mostram que Vilmar Pereira da Silva chegou à unidade em uma cadeira de rodas às 0h14 de sexta-feira 19.
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pela administração da UPA, informou que a morte foi constatada por volta das 14h30 do sábado.
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Segundo relatos, a ausência de movimentos de Vilmar chamou atenção de pacientes que aguardavam atendimento. A enfermeira Mayela Lima, que estava na unidade acompanhando a filha, verificou a situação e constatou o óbito.
Governo afirma que homem não procurou atendimento
O governo do Distrito Federal afirma que Vilmar Pereira não solicitou atendimento médico durante o período em que permaneceu na unidade.
Em publicação nas redes sociais, o secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Cavalcante, declarou que o homem costumava passar a noite no local.
O Iges-DF informou que Vilmar não possuía ficha de atendimento aberta e não passou por triagem nem avaliação médica. A entidade também comunicou que entrou em contato com a família e prestou assistência por meio do serviço social da unidade.
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As filhas de Vilmar afirmaram que o pai enfrentava problemas relacionados ao consumo de álcool. E que ele vivia em situação de rua, apesar do apoio oferecido pela família. Segundo elas, ele já havia procurado atendimento na mesma UPA em outras ocasiões.
No sábado, dia da morte, o Iges-DF informou que apurava as circunstâncias do caso.
Em nota divulgada no domingo, 21, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal declarou que não aceitará nenhum indício de omissão ou ausência de atendimento a cidadãos que procurem assistência na rede pública de saúde.
As autoridades ainda investigam as circunstâncias da morte de Vilmar Pereira da Silva.
Cacique recebeu transporte aéreo para tratamento
Enquanto isso, o cacique Raoni Metuktire recebeu atendimento médico especializado em maio deste ano, depois de passar mal em sua residência, na região de Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso.
Internado em estado grave em 14 de maio, Raoni seguiu para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, em uma aeronave disponibilizada pelo governo de Mato Grosso.
No dia 19 de maio, uma nova transferência levou o líder indígena para o Hospital São Paulo (HSP/Unifesp). O deslocamento contou com apoio e mobilização de instituições estaduais e federais.
O médico Douglas Yanai acompanhou Raoni durante todo o trajeto. O planejamento da transferência também teve participação de Douglas Antônio Rodrigues, responsável pelo acompanhamento da saúde do cacique há décadas no Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas da Unifesp.
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Fonte: Revista Oeste · Por Victória Batalha