O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), manifestou apoio público ao líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA). O petista passou a enfrentar pressão política depois de ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF).

Aliado histórico do senador petista na Bahia, Alencar publicou nas redes sociais uma fotografia ao lado de Wagner e enviou uma mensagem de solidariedade. A imagem foi registrada em frente à Assembleia Legislativa da Bahia, durante o primeiro mandato de Wagner como governador do Estado nordestino, em 2007.

“Nada resiste ao trabalho. Vamos juntos, companheiro”, escreveu o senador do PSD. Nos comentários da publicação, Wagner respondeu: “Obrigado pelo apoio e parceria, meu amigo”.

A manifestação ocorre em um momento de desgaste para o líder do governo, que enfrenta cobranças de adversários e pressão nos bastidores para deixar o cargo que ocupa no Senado.



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Investigação amplia pressão sobre Jaques Wagner

A situação ganhou força desde a última sexta-feira, 19, quando a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Jaques Wagner em Salvador e Brasília no âmbito da Operação Compliance Zero.

Embora tenha negado irregularidades e descartado a possibilidade de deixar a liderança do governo, a permanência do senador passou a ser acompanhada com preocupação por integrantes do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O chefe do Palácio do Planalto tenta evitar desgastes políticos relacionados às investigações envolvendo o Master.

Segundo a apuração da PF, Wagner teria atuado em pautas de interesse da instituição financeira e mantido proximidade com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banco e apontado como um dos personagens centrais da investigação.

Durante as buscas, os agentes apreenderam US$ 55 mil e € 33,5 mil em espécie. O senador afirma que os valores são resultado de diárias recebidas do Senado para viagens oficiais.

A investigação também cita mensagens que, segundo a PF, indicariam o possível recebimento de vantagens indevidas, incluindo um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões, ingressos para shows estimados em R$ 63 mil e o uso de aeronaves particulares ligadas ao empresário.

Em nota, Jaques Wagner negou as suspeitas. O petista afirmou que o imóvel mencionado pelos investigadores nunca integrou seu patrimônio.

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Fonte: Revista Oeste · Por Luana Viana