A Justiça anulou, na noite desta segunda-feira, 22, o julgamento dos três policiais militares acusados de participação no assassinato de Antônio Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão ocorreu depois de os advogados de defesa abandonarem o plenário durante uma discussão com o Ministério Público.
O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, responsável pela sessão no Fórum Criminal de Guarulhos, determinou a interrupção do júri. Com a medida, o processo terá de recomeçar desde o início, incluindo a formação de um novo Conselho de Sentença. Ainda não há data para a retomada dos trabalhos.
Os réus Dênis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva começaram a ser julgados na manhã desta segunda-feira. O Ministério Público os acusa de participação no atentado que matou Gritzbach e o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, além de deixar duas pessoas feridas.
Debate em plenário interrompe julgamento
A discussão começou durante o depoimento do capitão da Polícia Militar Manuel Carlos de Carvalho. O promotor Rodrigo Merli Antunes questionava a testemunha sobre um inquérito relacionado a supostos atentados sofridos pelo advogado Mauro Ribas, integrante da defesa dos policiais.
Os defensores contestaram a linha de questionamento e sustentaram que o tema não tinha relação com os fatos analisados pelo júri. O impasse se intensificou ao longo da audiência e terminou com a saída dos advogados do plenário, o que levou à interrupção da sessão.
O Fórum Criminal de Guarulhos havia adotado um esquema especial de segurança para o julgamento. A previsão inicial era concluir os trabalhos ao longo desta semana.
Segundo a acusação, os três policiais atuaram como atiradores e motorista do veículo utilizado na fuga. Gritzbach morreu em novembro de 2024, na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo.
A investigação também atribui participação a Kauê do Amaral Coelho, denunciado no caso e considerado foragido. Diego dos Santos Amaral, conhecido como Didi, e Emílio Carlos Gongorra Castilho, o Cigarreira, também figuram entre os acusados de ordenar o crime e permanecem foragidos.
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Fonte: Revista Oeste · Por Victória Batalha