O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que encontrou receptividade às críticas da direita brasileira durante um jantar com senadores republicanos em Washington, nos Estados Unidos.
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Em publicação na rede social X na madrugada desta terça-feira, 23, o ex-parlamentar relatou que o senador John Kennedy, da Louisiana, demonstrou conhecimento sobre o cenário político brasileiro e citou espontaneamente temas como censura, perseguição política e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Eduardo, o encontro ocorreu na capital norte-americana e reuniu parlamentares e empresários ligados ao campo conservador. O deputado destacou a participação do senador Tom Cotton, do Arkansas, um dos principais nomes do Partido Republicano no Senado dos EUA e veterano da Guerra do Afeganistão.
BOA SURPRESA
Fiquei extremamente impressionado que o Senador @SenJohnKennedy, apesar de ser eleito pelo estado da Louisiania, sabia de cor sobre a degradante situação política do Brasil.
Quando fui apresentado a ele como filho de @jairbolsonaro ele prontamente começou a… pic.twitter.com/x7vDU646xZ
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) June 23, 2026
De acordo com o relato, Kennedy teria iniciado uma conversa sobre a situação brasileira logo depois de ele ser apresentado como filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eduardo afirmou que o senador descreveu o que chamou de “cenário de censura e perseguição” no Brasil e mencionou tanto Alexandre de Moraes quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A publicação não detalha quais declarações o parlamentar norte-americano teria feito e nem informa se os comentários ocorreram em caráter público ou privado. Eduardo, porém, afirmou que as referências a Lula “não foram positivas”.
Articulação internacional de Eduardo Bolsonaro
A agenda faz parte de uma estratégia adotada por aliados de Jair Bolsonaro para ampliar, no exterior, as críticas ao Judiciário brasileiro e às decisões do STF. Nos últimos anos, integrantes do grupo político do ex-presidente intensificaram contatos com parlamentares, empresários e organizações conservadoras dos Estados Unidos.
No relato divulgado nas redes sociais, Eduardo citou ainda a presença dos empresários George Heisel e Miguel “Mike” Murgado, empresário de origem cubana radicado nos Estados Unidos. O empresário Paulo Figueiredo também participou do encontro, segundo o deputado.
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Ao final da publicação, Eduardo desejou sucesso eleitoral a John Kennedy, que disputará a reeleição ao Senado norte-americano neste ano.
A manifestação ocorre em meio à ofensiva internacional de aliados de Bolsonaro para denunciar supostos abusos contra a liberdade de expressão no Brasil. O grupo concentra críticas especialmente em decisões do STF e do ministro Alexandre de Moraes relacionadas à moderação de conteúdos em plataformas digitais e às investigações sobre ataques às instituições democráticas.
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Fonte: Revista Oeste · Por Lucas Cheiddi