A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, como novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) continua nos planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, essa ideia deixou de ser prioridade no Palácio do Planalto.

Em meio à crise envolvendo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), às negociações da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 e à tramitação de outras pautas estratégicas, o governo decidiu adiar uma nova articulação em torno da vaga aberta na Corte.

Segundo apurou Oeste, a avaliação entre governistas é que o momento exige foco total na aprovação da PEC do fim da escala 6x1, na tramitação da PEC da Segurança Pública e na contenção de pautas-bomba na Câmara dos Deputados.

A leitura dentro do Planalto é que uma nova tentativa de aprovar Messias neste momento poderia provocar outro desgaste com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), justamente quando o governo depende da Casa para avançar em projetos estratégicos.

Apesar disso, interlocutores afirmam que Lula não mudou de posição. O presidente da República continua repetindo a aliados e integrantes do governo que vê Messias como a melhor opção para ocupar a cadeira aberta no STF. Outros nomes que chegaram a circular nos bastidores perderam força nas últimas semanas.

Luiz Inácio Lula da Silva ao lado de Jorge Messias, advogado-geral da União | Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Crise de Jaques Wagner amplia cautela do governo Lula

A situação de Jaques Wagner também contribuiu para esfriar as discussões sobre a indicação ao Supremo. Alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), o senador enfrenta pressão crescente para deixar a liderança governista.

Segundo apuração de Oeste, Wagner tenta convencer Lula a mantê-lo no cargo pelo menos até o início do recesso parlamentar, marcado para 19 de julho.

A estratégia do petista é evitar uma saída imediata que possa ser interpretada como admissão das suspeitas investigadas pela PF. Nos bastidores, aliados afirmam que ele acredita que as investigações não encontrarão elementos capazes de sustentar as acusações.

O caso gerou desconforto dentro do governo e do próprio PT. Integrantes da legenda avaliam que as investigações criam dificuldades políticas em um momento de preparação para a disputa eleitoral de 2026 e ampliam a pressão sobre a articulação do Planalto no Senado.

https://youtu.be/DStRibxs7LE?si=VvanvOLxE0HIoCTc

Messias segue como plano de Lula para o STF

Mesmo fora do radar imediato, a indicação ao STF continua sendo tratada como uma questão em aberto pelo presidente.

Em conversas reservadas, Lula já afirmou que o Senado “ainda” aprovará Jorge Messias, sinalizando que não considera encerrada a possibilidade de uma nova tentativa. A declaração foi interpretada por aliados como uma demonstração de que o presidente continua determinado a levar o chefe da Advocacia-Geral da União para a Corte.

+ Veja mais notas exclusivas e bastidores na coluna No Ponto

A estratégia, porém, é esperar um ambiente político mais favorável. Governistas afirmam que a prioridade é atravessar a atual fase de negociações no Congresso, reduzir as tensões com Alcolumbre e consolidar as pautas consideradas essenciais para o governo.

O post Como anda a indicação de Lula ao STF? apareceu primeiro em Revista Oeste.

📰 Leia a reportagem completa
Este conteúdo é originalmente de Revista Oeste. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
https://revistaoeste.com/no-ponto/como-anda-a-indicacao-de-lula-ao-stf/

Fonte: Revista Oeste · Por Luana Viana