O Brasil atingiu o limite crítico das contas públicas e não pode mais adiar o corte de gastos. A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet mudou o seu discurso e afirmou que a situação financeira do país é urgente. Em entrevista à revista Veja, ela foi direta: "a água bateu no nariz".
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Para a atual pré-candidata ao Senado, o equilíbrio das contas deixou de ser uma escolha. Tebet defende que o governo Lula precisa focar no controle do orçamento sem destruir políticas sociais. Ela acredita que o Estado deve corrigir falhas tanto no que arrecada quanto no que gasta.
Fim da expansão de gastos
Segundo ela, o próximo ciclo do governo deve priorizar a contenção de despesas. Tebet explicou que o período de criar ou retomar programas públicos acabou. Agora, a prioridade absoluta é a consolidação fiscal para garantir que o país continue funcionando.
A ex-ministram rejeita a ideia de criar novos impostos para fechar o buraco. Ela aponta as renúncias fiscais excessivas como um dos problemas que o governo precisa encarar de frente. Quando ainda era ministra do Planejamento, Tebet indicou que o rombo fiscal não era urgente, e que deveria ser resolvido somente a partir de 2027.
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Fonte: Revista Oeste · Por Erich Mafra