O governo Lula reservou R$ 889,7 milhões em emendas para os 27 senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em apenas 27 dias de abril. Segundo o portal Poder360, o repasse ocorreu justamente no período em que o colegiado organizava a sabatina de Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF). A votação que define se o advogado-geral da União está apto para o cargo acontece nesta quarta-feira, 29.

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A verba destinada aos integrantes da CCJ representa 7% de todo o dinheiro reservado pelo Executivo em 2026. O ritmo de liberação acelerou logo que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou a data da sabatina, em 9 de abril. Antes disso, o Planalto liberava os recursos para os parlamentares a conta-gotas.

Dinheiro para os líderes

Eduardo Braga (MDB-AM) encabeça a lista de beneficiados, com R$ 71,8 milhões empenhados no mês. O relator da indicação de Messias, Weverton Rocha (PDT-MA), recebeu R$ 41,6 milhões. Já o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), teve R$ 38,1 milhões reservados pelo governo federal.

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O Planalto montou uma estrutura para evitar derrotas no Senado. Jorge Messias visitou o ex-presidente José Sarney e se encontrou com Davi Alcolumbre para tentar diminuir a resistência ao seu nome. Além das emendas, existe uma movimentação dentro do próprio STF para ajudar na aprovação do indicado de Lula. O governo precisa de 14 votos na comissão e 41 no plenário para aprovar o novo ministro.

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Fonte: Revista Oeste · Por Erich Mafra