O dono da página de fofocas Choquei, Raphael Sousa Oliveira, revelou em depoimento à Polícia Federal (PF) que possui uma renda mensal de aproximadamente R$ 300 mil. Durante a oitiva, o empresário admitiu também que omitiu valores recebidos em sua conta pessoal em declarações passadas do Imposto de Renda.
Ele deu as declarações depois de ser preso pela polícia, em 15 de abril, no âmbito da Operação Narcofluxo. A ação resultou na detenção de ao menos 34 pessoas, incluindo MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.
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A PF sustenta que Raphael atuou como o “operador de mídia” de uma organização criminosa suspeita de movimentar R$ 1,6 bilhão. Segundo as investigações, o esquema possui ramificações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O papel do dono da Choquei seria a gestão de imagem e a promoção digital da estrutura criminosa.
Atuação estratégica nas redes sociais
Com mais de 27 milhões de seguidores no Instagram e 9 milhões no X, a Choquei, segundo a PF, divulgou conteúdos favoráveis aos investigados. Raphael também teria atuado na contenção de crises e na promoção de plataformas de apostas ilícitas.
No depoimento, o empresário negou o envolvimento com o caso. Raphael justificou que atua há 12 anos no ramo de publicidade e marketing, vendendo espaços publicitários em páginas para contratantes diversos.
O investigado afirmou que “não é assalariado” e que o faturamento da empresa é transferido diretamente para suas contas de pessoa física.
A relação da Choquei com outros investigados
A PF questionou Raphael sobre sua proximidade com outros alvos da operação, como os funkeiros presos. O empresário afirmou que sua relação com MC Ryan SP é estritamente profissional, limitada à contratação de publicidade. Sobre MC Poze do Rodo, declarou conhecê-lo apenas pelas redes sociais.
Enquanto o perfil pessoal de Raphael Sousa no Instagram permanece indisponível, as contas oficiais da Choquei seguem ativas.
Esquema de lavagem de dinheiro
As investigações da Polícia Federal apontam a existência de uma organização estruturada para lavar dinheiro. Dos R$ 1,6 bilhão movimentados, cerca de R$ 790 milhões tiveram origem em repasses de facções criminosas, rifas ilegais e depósitos em espécie sem identificação de origem.
Raphael Sousa e outros investigados chegaram a ter habeas corpus deferido em 23 de abril, mas a decisão foi superada depois de novo pedido de prisão temporária apresentado pela Polícia Federal.
A PF segue analisando os dados bancários e as conexões digitais para mapear a extensão da influência da página na promoção de atividades ilícitas.
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Fonte: Revista Oeste · Por Pâmela Zacarias