O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou nesta quarta-feira, 29, que o pedido do governo do Distrito Federal para obter aval a um empréstimo destinado à capitalização do Banco de Brasília (BRB) chegou ao Ministério da Fazenda com informações incompletas.
Segundo ele, o material apresentado não permite análise adequada. A equipe técnica deve devolver o processo com exigência de novos dados antes de qualquer decisão. Leal também indicou que a situação fiscal do DF dificulta o avanço do pleito.
O pedido envolve a liberação de garantia da União para viabilizar uma operação ligada a um crédito de R$ 6,6 bilhões, com participação do Fundo Garantidor de Crédito e de um sindicato de bancos. O aval federal reduziria juros e ampliaria a viabilidade da operação.
Crise do BRB pressiona governo local
A tentativa de capitalização ocorre em meio à pior crise da história do banco público. Auditoria interna identificou que cerca de R$ 13,3 bilhões em carteiras adquiridas pelo BRB apresentam ausência total ou parcial de lastro .
O rombo tem relação com operações envolvendo o Banco Master e levou o governo local a rever medidas emergenciais. Entre elas, a retirada de imóveis que seriam usados para reforçar o capital da instituição, sob alegação de que os ativos não cumpririam a finalidade prevista .
Diante desse cenário, o Tesouro sinaliza cautela. Leal evitou antecipar a decisão final, mas deixou claro que o processo, no formato atual, não atende aos requisitos mínimos para análise.
Nos bastidores, a equipe econômica demonstra baixa disposição para autorizar a operação. O caso expõe a combinação de fragilidade fiscal e risco financeiro em torno do banco, o que amplia a pressão sobre o governo do DF.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
O post Tesouro vê falhas em pedido do DF para socorrer BRB apareceu primeiro em Revista Oeste.
Este conteúdo é originalmente de Revista Oeste. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
https://revistaoeste.com/economia/tesouro-ve-falhas-em-pedido-do-df-para-socorrer-brb/
Fonte: Revista Oeste · Por Victória Batalha