O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que pode abrir mão de morar no Palácio da Alvorada caso seja eleito, desde que haja alternativa que garanta segurança e funcionamento da Presidência. “Não faço questão nenhuma de morar num palácio”, disse durante entrevista ao Arena Oeste desta quinta-feira, 30. "Renunciaria tranquilamente."
A declaração foi feita ao ser perguntado sobre a possibilidade de repetir, em nível federal, medida adotada durante seu governo em Minas Gerais, quando deixou de utilizar a residência oficial. Segundo ele, a decisão estaria condicionada a critérios práticos, “desde que atenda a questões de segurança e de facilidade”.
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Zema acrescentou que prefere residências menores e que abrir o Alvorada à visitação pública poderia ser uma alternativa. “Uma casa menor me atenderia bem demais e vamos abrir ela para o público, o público gosta de ver essas coisas”, disse. Ele também afirmou que a medida representaria economia de recursos públicos.
A proposta remete a discurso semelhante feito em 2018 pelo então candidato João Amoêdo, também do Novo à época, que defendia a renúncia a residências oficiais como parte de um programa de redução de privilégios no setor público.
Zema mantém defesa das medidas restritivas na pandemia
Perguntado diretamente sobre decisões adotadas durante a pandemia de covid-19, Zema afirmou que manteria as medidas restritivas implementadas à época, apesar das críticas que recebeu. “Faria de novo”, disse.
O ex-governador argumentou que as decisões foram tomadas com base nas informações disponíveis e em orientações técnicas. “Fizemos aquilo que a ciência tinha de informação até aquele momento”, afirmou. Segundo ele, o cenário exigia respostas rápidas diante da pressão sobre o sistema de saúde. “Se não fizesse isso, com certeza teríamos mais casos e ia morrer gente na rua”, disse.
Zema também mencionou a complexidade de administrar o Estado durante o período, com demandas divergentes de municípios. Segundo ele, havia situações em que cidades pediam abertura enquanto outras solicitavam fechamento pela falta de leitos.
Críticas ao Supremo e proposta de mudanças
Durante a entrevista, o pré-candidato também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal e defendeu alterações no funcionamento da Corte. Para Zema, decisões individuais de ministros não deveriam se sobrepor a deliberações do Congresso. “Não é a decisão monocrática de um ministro que vai reverter”, afirmou.
Ele propôs mudanças no processo de escolha de ministros, com participação de diferentes instituições, e defendeu maior delimitação das competências do tribunal. Segundo o pré-candidato, o Supremo assume funções que deveriam ser tratadas em instâncias inferiores, o que, na avaliação dele, exige revisão do modelo atual.
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Fonte: Revista Oeste · Por Mateus Conte