Depois de o Senado rejeitar o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e revogar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, aliados do governo reacenderam o slogan "Congresso inimigo do povo" nas redes sociais durante esta quinta-feira, 30.
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Figuras como o vereador Rick Azevedo (Psol-RJ) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) mobilizaram apoiadores para impulsionar a expressão nos tópicos mais comentados da plataforma X. Azevedo, fundador do movimento Vida Além do Trabalho, criticou a decisão do Senado e reforçou sua defesa pelo fim da escala 6x1.
"O episódio de ontem com Messias mostra como parte da política ainda prefere disputa de poder a enfrentar o que realmente pesa na vida das pessoas", afirmou. "A escala 6x1 é um desses pontos."
Um inaceitável ataque ao Congresso Nacional, instituição símbolo da democracia. Essa tentativa violenta de abolição do estado de direito não pode ficar impune. O parlamentar autor do ataque deve ser, no mínimo, objeto de processo no Conselho de Ética da @camaradeputados.… https://t.co/GFcZsebV6s
— Flávio Gordon (@flaviogordon) April 30, 2026
O antropólogo e colunista de Oeste Flávio Gordon analisou as condutas, também em publicação no seu perfil no X. Para ele, "trata-se de um inaceitável ataque ao Congresso Nacional, instituição símbolo da democracia". "Essa tentativa violenta de abolição do estado de direito não pode ficar impune", opinou.
Reações nas redes e críticas à condução do Congresso
A deputada federal Taliria Petrone (Psol-RJ) também comentou a decisão do Congresso, ao compartilhar uma foto da votação que derrubou o veto de Lula. Para ela, “a Mesa Diretora está tomada por bolsonaristas, incluindo Flávio Bolsonaro” e questionou “a quem o Congresso, inimigo do povo”, servia.
Lindbergh Farias, em vídeo divulgado na mesma rede, relembrou que o lema “Congresso inimigo do povo” surgiu durante o debate sobre a “PEC da Blindagem”. “Vamos virar de novo, porque nosso lado é o do povo trabalhador, dos mais pobres, da democracia e da Constituição e enquanto eles se juntam para blindar privilégios, nós nos mobilizamos para defender o Brasil e o projeto liderado pelo presidente Lula!”, disse o deputado.
O vereador Pedro Rousseff (PT-MG) também se manifestou. Ele alegou que a votação do Senado teve caráter político e representou uma tentativa de enfraquecer a democracia nacional.
Detalhes da votação e articulação política
Jorge Messias recebeu 34 votos favoráveis na sessão de quarta-feira 30. O número ficou sete abaixo do mínimo necessário. Foram registrados ainda 42 votos contrários à sua indicação. Messias se tornou o sexto indicado ao STF recusado pelo Senado desde o século XIX.
Sugerido por Lula há mais de cinco meses, o AGU enfrentou resistência da oposição e de lideranças do Senado, principalmente do presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Na Comissão de Constituição e Justiça, Messias teve 16 votos em sabatina tensa, com incertezas sobre sua aprovação.
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Assessores próximos ao presidente Lula atribuem a derrota a uma articulação de Alcolumbre contra Messias. Antes visto como aliado do governo, o presidente do Senado se afastou do Planalto e passou a criticar abertamente o Executivo depois de Lula indicar o AGU para o Supremo, preterindo seu aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
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Fonte: Revista Oeste · Por Lucas Cheiddi