Com o objetivo de otimizar sua estrutura e fortalecer a atuação global, a Nike comunicou, na quinta-feira 23, o desligamento de 1,4 mil profissionais do setor de Operações Globais. O impacto recai principalmente sobre a divisão de tecnologia. A decisão abrange América do Norte, Ásia e Europa, o que representa pouco menos de 2% do quadro mundial da companhia.

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Venkatesh Alagirisamy, diretor de operações, destacou em memorando interno que a iniciativa integra uma etapa já planejada do processo de reestruturação. "Não é uma nova direção", afirmou, ao reforçar que se trata da "próxima fase do trabalho já em andamento".

Cortes recentes e plano de reestruturação da Nike

Nos últimos meses, a Nike vem promovendo cortes para ajustar operações. Em janeiro, anunciou a eliminação de 775 postos com o objetivo de aumentar a automação em centros de distribuição. Em fevereiro de 2024, informou o corte de mais de 1,6 mil funcionários, e, em agosto, outra redução inferior a 1% no quadro corporativo. Todas alinhadas ao plano de reestruturação liderado pelo CEO Elliott Hill.

A decisão da Nike abrange América do Norte, Ásia e Europa, o que representa pouco menos de 2% do quadro mundial da companhia | Foto: Reprodução/Flickr

O plano atual prevê simplificar cadeias de suprimentos de materiais, calçados e roupas, além de concentrar operações tecnológicas em Oregon, nos Estados Unidos, e no Centro de Tecnologia Nike Índia. A empresa também transferirá parte das operações de fabricação e engenharia da Converse para regiões próximas aos parceiros de produção.

Automação, foco e perspectivas de vendas

Segundo Alagirisamy, "essas mudanças têm como objetivo tornar a empresa menos complexa e mais responsiva". Ele ressaltou que a adoção de automação avançada e a simplificação de processos buscam consolidar uma base sólida para o crescimento futuro da Nike.

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Desde que assumiu a presidência em 2024, Hill reforçou o compromisso de priorizar esportes como corrida e futebol e acelerar o lançamento de novos produtos. A Nike projeta queda de 2% a 4% nas vendas deste trimestre, com destaque para a China, onde as receitas podem cair cerca de 20%, segundo estimativas divulgadas pela empresa.

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Fonte: Revista Oeste · Por Redação Oeste