O Escritório do Inspetor-Geral da Usaid, órgão do governo dos Estados Unidos responsável por administrar a ajuda externa civil do país, identificou indícios de que quatro atuais ou ex-funcionários da UNRWA, agência da ONU para assistência a refugiados palestinos, participaram do massacre de 7 de outubro de 2023 em Israel.

De acordo com relatório, os funcionários mantinham vínculos com o grupo terrorista Hamas. A informação foi divulgada pela entidade, que atua de forma independente na fiscalização e investigação de programas financiados pelos Estados Unidos.

ONU: terrorismo em território israelense

Segundo as apurações, três dos investigados eram professores empregados pela UNRWA, enquanto o quarto atuava como assistente social. Eles são acusados de envolvimento em atividades terroristas em território israelense no dia dos ataques e de manter civis sequestrados depois de capturas no sul de Israel.

Os nomes foram encaminhados ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, que pode aplicar sanções administrativas, como suspensão ou proibição de atuação em organizações financiadas pelo governo norte-americano.

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O Usaid informou que suas investigações em andamento já resultaram na suspensão ou exclusão de 21 pessoas ligadas aos ataques de 7 de outubro ou com conexões com o Hamas. Entre os casos citados, está o de Hafez Mousa Mohammed Mousa, diretor da escola da UNRWA e apontado como integrante de um batalhão do Hamas no leste de Jabalia. 

Embora não tenha divulgado os nomes dos investigados atuais, o órgão reforçou que as apurações buscam impedir a infiltração de grupos terroristas em organizações de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Autoridades israelenses criticam a UNRWA por falhas no afastamento de integrantes do Hamas de seus quadros e instalações.

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Fonte: Revista Oeste · Por Fábio Bouéri