A defesa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, entregou na 3ª feira (5.mai.2026) à PGR (Procuradoria Geral da República) e à PF (Polícia Federal) um pen drive com os anexos da delação premiada do ex-banqueiro. Os documentos apresentam os fatos mais importantes que pretende abordar no acordo de colaboração.

Depois da análise das duas instituições sobre o material, caberá ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidir se homologa a delação.

Vorcaro é investigado na operação que apura suspeitas envolvendo o Banco Master. Foi preso em novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar em um jatinho particular. Solto dias depois, voltou à prisão em 4 de março de 2026, por decisão de Mendonça, no âmbito da mesma investigação.

A delação premiada é um acordo no qual o investigado se compromete a apresentar informações consideradas relevantes para as apurações. Em troca, pode receber benefícios legais, caso o conteúdo seja validado pelas autoridades. A finalização dos anexos não significa que o acordo tenha sido fechado. O material ainda precisa ser analisado pelas autoridades responsáveis pela investigação.

ENTENDA

Daniel Vorcaro assinou em março um termo de confidencialidade com a PGR e a PF, etapa inicial para a negociação de uma eventual delação premiada. A delação tem potencial risco de afetar e expor autoridades dos Três Poderes.

Com isso, defesa, procuradores e investigadores passam a tratar sob sigilo as informações preliminares apresentadas pelo investigado. O objetivo é avaliar se os relatos e documentos oferecidos podem contribuir com as apurações.

Vorcaro ainda deve responder a questionamentos da PF e da PGR e apresentar elementos que confirmem sua versão. Só depois dessa etapa a PGR decidirá se há base suficiente para avançar com o acordo.

Se a Procuradoria pedir a homologação, caberá ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidir se valida a colaboração.

Mendonça assumiu a relatoria do caso Master em fevereiro de 2026, no lugar do ministro Dias Toffoli. A troca foi acertada em reunião com os demais integrantes do Supremo. A vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025, continua aberta.

COMO FUNCIONARÁ A DELAÇÃO

A negociação da delação premiada passa por diferentes etapas antes de eventual homologação pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Primeiro, o investigado apresenta relatos preliminares e documentos considerados relevantes para a investigação. Nesta fase, defesa, PGR  e PF assinam um termo de confidencialidade para manter o conteúdo sob sigilo.

Depois, procuradores e investigadores analisam o material entregue e podem pedir esclarecimentos adicionais, novos documentos e provas que confirmem as informações apresentadas pelo colaborador. Com a análise concluída, a PGR decidirá se considera a colaboração útil e se pedirá ao STF a homologação do acordo.

A palavra final caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo. Ele poderá homologar a delação, pedir ajustes ou rejeitar o acordo.

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Fonte: poder 360 · Por Poder360 ·