A Ypê informou que mantém suspensas, desde a última quinta-feira, 7, as linhas de produção de sua fábrica de líquidos responsáveis pela fabricação de lava-roupas, lava-louças e desinfetantes, mesmo depois de ter conseguido efeito suspensivo contra a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota divulgada neste sábado, 9, a empresa afirmou que a paralisação busca “acelerar o cronograma e a conclusão de medidas apontadas pela Anvisa durante a última fiscalização”. Segundo a companhia, a expectativa é concluir essa etapa “nos próximos dias”.

A Ypê também declarou que reforça “sua colaboração máxima com as autoridades na busca por uma solução definitiva para a situação, o mais breve possível”, além de reafirmar “acima de tudo, o seu compromisso permanente com a segurança e a saúde dos consumidores”.

A Anvisa havia determinado a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes da marca com lotes terminados em 1. A medida foi anunciada na quinta-feira, por causa de risco de contaminação microbiológica.

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Depois de recurso apresentado pela empresa, a agência suspendeu temporariamente os efeitos da decisão até o julgamento definitivo do caso pela Diretoria Colegiada da Anvisa, previsto para os próximos dias.

Apesar disso, a agência informou que mantém sua avaliação técnica inicial sobre os riscos sanitários envolvidos e reforçou a recomendação para que consumidores não utilizem os produtos afetados.

O órgão acrescentou que cabe à Ypê orientar os clientes, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), sobre troca, devolução, ressarcimento e demais procedimentos relacionados ao recolhimento.

Os produtos atingidos pertencem às linhas: Ypê; Tixan Ypê; Bak Ypê; e Atol | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

Anvisa alega falhas em controle de qualidade na fábrica da Ypê

De acordo com a Anvisa, inspeções realizadas na fábrica da Ypê em Amparo, no interior de São Paulo, identificaram descumprimentos em etapas consideradas críticas do processo produtivo.

A agência citou falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. Segundo o órgão, os problemas podem gerar risco de contaminação microbiológica, com possibilidade de provocar irritações ou doenças.

Leia também: "Ministério Público aciona Anvisa e farmacêuticas", reportagem de Guilherme Fiúza publicada na Edição 99 da Revista Oeste

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Fonte: Revista Oeste · Por Mateus Conte