O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta 3ª feira (12.mai.2026) da posse de Kassio Nunes Marques na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), enquanto seu partido, o PT, vê a nova composição da Corte com preocupação para as eleições de outubro.
A relação é estratégica porque, neste ano, Lula busca a reeleição. A gestão de Cármen Lúcia foi considerada decisiva na defesa das urnas e da legitimidade eleitoral depois dos atos antidemocráticos de 2023 –que não aceitaram a vitória do petista. Manter interlocução com o novo comando da Corte ajuda a reduzir tensões institucionais.
Em fevereiro, durante as comemorações dos 46 anos do partido, em Salvador, dirigentes do partido afirmaram que a saída de Alexandre de Moraes e a ascensão de ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderiam enfraquecer o combate à desinformação durante a campanha eleitoral.
Moraes montou uma equipe dentro do TSE com investimento em tecnologia e técnicos para combater a desinformação. O partido defende que essa estrutura seja mantida e fortalecida nas próximas eleições.
“Sai Cármen Lúcia e sai Alexandre Moraes e vai entrar Kassio Nunes e André Mendonça, o terrivelmente evangélico. Eles estarão à frente do Tribunal Superior Eleitoral nessas eleições”, afirmou o estrategista Otávio Antunes durante o evento em Salvador. Hoje ele está à frente da campanha de Fernando Haddad (PT) em São Paulo.
Nos bastidores, porém, Lula trabalhou para construir uma relação com o futuro presidente do TSE.
A principal ponte entre Lula e Nunes Marques é o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, amigo próximo de Nunes Marques desde os tempos do Piauí. Os 2 são de Teresina e mantêm relação próxima há anos.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, também é próximo de Nunes Marques e atua como um dos interlocutores entre o Palácio do Planalto e o novo chefe da Corte eleitoral.
Para a posse, Nunes Marques convidou Lula e Bolsonaro. O ex-presidente está em prisão domiciliar.
A cerimônia acontecerá em Brasília e vai reunir autoridades dos Três Poderes, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), congressistas e integrantes do governo federal.
Lula repete o gesto adotado na posse da ministra Cármen Lúcia na presidência do TSE, em junho de 2024, quando se sentou ao lado do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Desta vez, a expectativa é que o petista ocupe lugar ao lado do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), durante a cerimônia.
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Fonte: poder 360 · Por Poder360 ·