O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias afirmou nesta segunda-feira, 11, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda durante o atual mandato. Em entrevista ao canal SBT News, o ministro descartou a hipótese de a escolha ser deixada para o próximo governo.

“Olha a maluquice. É um presidente com cadeira eleito pelo povo. Por que o país vai ter que esperar até uma eleição e posse para poder abrir uma nova escolha?”, declarou.

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Dias classificou como “política menor” a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado. Segundo ele, o governo entende que o presidente mantém a prerrogativa constitucional de indicar ministros para a Corte.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante sabatina na CCJ do Senado - 29/04/2026 | Lula Marques/Agência Brasil

“É direito do presidente eleito escolher e encaminhar, no caso, ao Senado, nome para compor cortes como o Supremo. Ele vai mandar”, afirmou.

Na entrevista, o ministro também atribuiu a derrota de Messias ao perfil do advogado, que, segundo ele, provocou resistência entre parlamentares. “Jorge Messias perdeu por suas qualidades”, disse. “Quem está com medo de ter um Supremo com pessoas da qualidade de Jorge Messias?”

Dias afirmou ainda que Lula mantém diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e negou qualquer disposição de confronto institucional. “Lula não é submisso, está legitimado pelo povo, então ele estará dialogando com o presidente Alcolumbre.”

Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Hugo Motta, Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e Presidente do Senado Federal, Senador Davi Alcolumbre, em encontro no Palácio do Planalto, Brasília, DF (3/2/2025) | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula não definiu prazo para nova indicação ao STF

Ao comentar os próximos passos do governo, o ministro disse que o presidente avalia diferentes nomes para uma nova indicação, embora ainda não exista definição sobre prazo. “Ele escolheu o melhor, o Congresso rejeitou. Agora, ele vai escolher alguém entre os melhores para indicar de novo, ele não abre mão”, afirmou.

Wellington Dias também sustentou que a rejeição representou uma perda institucional. Foi a primeira vez em mais de 130 anos que uma indicação ao STF foi barrada pelo Senado. “A construção do governo com outros Poderes parte da harmonia, não é da guerra”, disse o ministro.

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Fonte: Revista Oeste · Por Isabela Jordão