O governo do Irã afirmou nesta 3ª feira (12.mai.2026) que avaliará o enriquecimento de urânio a 90% de pureza, nível suficiente para a produção de ogivas nucleares, caso os Estados Unidos retomem ataques militares no conflito. A declaração foi feita em um momento de estagnação nas negociações de paz no Oriente Médio.
A ameaça foi publicada na rede social X por Ebrahim Rezaei, porta-voz do Parlamento iraniano. “Uma das opções do Irã em caso de outro ataque poderia ser o enriquecimento de 90%. Vamos analisar isso no Parlamento”, afirmou.
Atualmente, o Irã dispõe de cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%. Especialistas apontam que o país precisaria de poucas semanas para atingir o patamar de 90%. O Tratado de Não Proliferação Nuclear estabelece o limite de 20% para atividades com fins civis.
NEGOCIAÇÕES EM IMPASSE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), classificou as condições impostas pelo Irã para o fim das hostilidades como “totalmente inaceitáveis” e chamou a proposta de paz do país de “lixo”. Segundo Trump, a trégua estabelecida em 8 de abril de 2026 está “por um fio”.
A guerra na região teve início em 28 de fevereiro de 2026, envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Com o novo entrave diplomático, o preço do petróleo voltou a subir no mercado internacional na última 2ª feira (11.mai).
AS PROPOSTAS EM DISPUTA
O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por meio de Esmail Baghaei, defendeu o plano iraniano como “legítimo e generoso”. O documento exige:
- Fim das hostilidades: interrupção da guerra em todas as frentes, incluindo o conflito entre Israel e Hezbollah no Líbano;
- Garantias econômicas: suspensão de sanções sobre o petróleo e fim do bloqueio naval por 30 dias;
- Gestão nuclear: o Irã aceita diluir parte do urânio enriquecido e transferir o restante para um terceiro país, desde que haja garantia de devolução caso o acordo seja rompido pelos Estados Unidos.
Por outro lado, o governo de Donald Trump exige que o Irã suspenda seu programa nuclear por 20 anos e desative suas principais usinas. Os Estados Unidos também demandam supervisão internacional no estreito de Ormuz e o fim do financiamento a grupos como o Hamas e o Hezbollah.
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Fonte: poder 360 · Por Poder360 ·