A MRV&CO reportou lucro líquido ajustado de R$ 133 milhões no 1º trimestre de 2026, alta de 640% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pela melhora operacional, pelo avanço do Minha Casa Minha Vida e pelo crescimento das vendas líquidas, que avançaram 19,1% na comparação anual.
A receita operacional líquida da operação de incorporação somou R$ 2,56 bilhões, alta de 17,6%. Enquanto isso, a margem bruta subiu para 31% –1,4 ponto percentual a mais do que o 1º trimestre do ano anterior. Eis a íntegra do relatório.
A companhia também registrou criação de caixa consolidada de R$ 392 milhões no trimestre. Citou a venda de ativos da Resia, operação nos Estados Unidos, como fator que impulsionou o valor registrado.
Entre os ativos vendidos estão:
- o empreendimento Tributary, na Geórgia (EUA), por US$ 73,3 milhões;
- além dos terrenos Marine Creek e Tucker, negociados por US$ 18,3 milhões.
MINHA CASA MINHA VIDA
Em comunicado, a MRV afirmou que o programa vive “o melhor momento de sua história” e disse esperar continuidade da expansão das margens nos próximos trimestres.
“2026 sinaliza favorabilidade, com importantes melhorias nas regras do programa, já válidas para o trimestre, que ampliam a capacidade de compra das famílias”, afirmou.
A MRV é uma das principais incorporadoras expostas ao programa habitacional federal, com forte atuação no segmento de baixa renda financiado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e do Sistema Financeiro da Habitação.
O ambiente mais favorável do MCMV tende a ampliar o acesso ao crédito imobiliário, elevar a demanda e sustentar reajustes de preços acima da inflação.
O Conselho Curador do FGTS aprovou em março a ampliação das faixas de renda do programa e dos tetos dos imóveis financiáveis. As mudanças passaram a permitir o acesso de famílias com renda mensal de até R$ 13.000 e elevaram os limites de financiamento em diferentes faixas do programa.
As novas regras começaram a valer em abril. Entre as mudanças, estão:
- a faixa 1 passou de R$ 2.850 para R$ 3.200 mensais;
- a faixa 2 subiu de R$ 4.700 para R$ 5.000;
- a faixa 3 foi ampliada de R$ 8.600 para R$ 9.600.
- a faixa voltada à classe média passou de R$ 12.000 para R$ 13.000.
O trimestre reportado pela MRV não capturou essa mudança. Contudo, já estava em vigor no início deste ano o aumento dos tetos dos imóveis das faixas 1 e 2, aprovado pelo Conselho do FGTS em novembro e dezembro de 2025. Em algumas cidades, o limite dos imóveis financiáveis subiu para até R$ 275 mil.
IMPACTO DA GUERRA
Apesar dos bons resultados, a companhia vê com certa preocupação o ambiente inflacionário pressionado pela guerra entre EUA, Israel e Irã.
A MRV afirmou que seus preços estão “controlados”, mas que precisou revisar projeções para a inflação após a persistência do conflito.
Segundo a empresa, a alta do petróleo e as incertezas sobre a duração e a extensão dos efeitos da guerra elevaram o risco de pressão sobre insumos da construção civil, logística e energia.
Este conteúdo é originalmente de poder 360. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
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Fonte: poder 360 · Por Poder360 ·