A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou nesta terça-feira, 12, que a estatal vai reajustar o preço da gasolina vendida às distribuidoras. A empresa também discute com o governo medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo no mercado brasileiro.

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O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 12, durante reunião com analistas. Ela disse que o preço da gasolina vai aumentar "já, já", considerando o preço do etanol. "Quando estamos observando aumento do preço da gasolina, fazemos isso frente ao preço do etanol no mercado brasileiro nos últimos pouco mais de 15 dias. E nós tivemos um preço do etanol baixando bastante no mercado brasileiro. Ele é competidor, sim, do nosso mercado. Então, nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso market share e na evolução do mercado do etanol", declarou Magda Chambriard.

Último ajuste da gasolina pela Petrobras foi em janeiro| Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O último ajuste promovido pela Petrobras na gasolina ocorreu em 27 de janeiro de 2026, quando houve uma redução de 5,2% no preço, equivalente a R$ 0,14 por litro, passando de R$ 2,71 para R$ 2,57. Agora, a estatal volta a discutir, no governo federal, alternativas para atenuar o impacto das variações internacionais do petróleo sobre os preços locais.

De acordo com Chambriard, há expectativa de novidades positivas em breve: “Estamos trabalhando na questão da gasolina. Em breve, os senhores vão ter também boas notícias em relação à nossa gasolina”, disse a executiva durante a conferência com analistas.

Medidas do governo diante da volatilidade internacional

No começo de abril, o governo anunciou um pacote para frear reajustes de combustíveis, principalmente devido à alta do petróleo resultante da guerra no Oriente Médio. As medidas incluem subvenções para diesel e GLP, isenções tributárias sobre biodiesel e querosene de aviação, além de punições mais rigorosas contra preços abusivos.

A tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã provocou restrições no fornecimento global de petróleo, intensificadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do transporte internacional da commodity. Essa conjuntura ampliou a pressão sobre o mercado brasileiro.

Planos para autossuficiência e expansão da produção

Em resposta ao cenário externo, a Petrobras revisa seu plano de negócios para o período de 2026 a 2030, buscando ampliar a produção e garantir autossuficiência no atendimento à demanda nacional tanto de diesel quanto de gasolina. O objetivo é reduzir a dependência das importações, que atualmente representam entre 25% e 30% do diesel e cerca de 10% da gasolina consumidos no país.

O plano atual prevê a capacidade de suprir 85% da demanda local de diesel por meio de ganhos de produtividade e expansão operacional. O grau de utilização das refinarias atingiu 97% no fim de março, ante 89% em dezembro de 2025, o que representa um patamar recorde para a companhia. A estatal ainda projeta aumentar a produção de gasolina, diante do crescimento das importações do combustível, que em março somaram 335,6 milhões de litros, alta de 194% em relação ao mesmo período anterior.

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Fonte: Revista Oeste · Por Loriane Comeli