O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) respondeu às suspeitas sobre suas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro e questionou a TV Globo nesta quinta-feira, 14. Em entrevista à GloboNews, o parlamentar cobrou isonomia no tratamento do caso. Ele citou repasses milionários do dono do Banco Master para a emissora de televisão nos últimos dois anos.

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O questionamento ocorreu logo depois de virem a público áudios onde o senador cobra parcelas atrasadas para o filme Dark Horse, que conta a vida de Jair Bolsonaro. "Quando o Daniel Vorcaro colocou R$ 160 milhões na Globo entre 2025 e 2026, era dinheiro sujo?", disparou o congressista. Flávio argumentou que o empresário buscava lucro com o setor audiovisual e que a oposição não tinha favores políticos para dar em troca.

Busca por investidores privados

O parlamentar explicou que sua participação no projeto se resumiu a encontrar empresários dispostos a financiar a obra com recursos particulares. Flávio afirmou que o formato privado foi a única saída para a produção. Ele aproveitou para alfinetar o atual governo ao dizer que não usa a Lei Rouanet ou verbas de prefeituras para fazer homenagens.

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O congressista negou amizade ou proximidade com Vorcaro e disse que o conheceu em dezembro de 2024 apenas para tratar do longa-metragem. Flávio justificou o uso de termos como "irmão" nas mensagens como um vício de linguagem comum entre os cariocas. Segundo o senador, os opositores tentam forçar uma intimidade inexistente para desgastar sua imagem.

Gestão do fundo e investigação

Os valores arrecadados para o filme entravam direto no Havengate Development Fund LP, uma estrutura fiscalizada pela agência reguladora do mercado financeiro dos Estados Unidos (SEC). Um advogado ligado ao deputado Eduardo Bolsonaro cuidava da burocracia do fundo. O senador declarou que não acompanhava o destino final do dinheiro nem participava da produção diária do documentário. "Nem o ator que faz meu papel eu escolhi", defendeu-se.

Flávio Bolsonaro afirmou que existe uma armação para colocá-lo no mesmo escândalo de corrupção que envolve o PT. Ele defendeu a abertura imediata de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional para apurar as movimentações do Banco Master. Para o senador, a comissão parlamentar serve como o único instrumento capaz de separar os criminosos dos inocentes no caso.

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Fonte: Revista Oeste · Por Erich Mafra