No cenário financeiro do primeiro trimestre deste ano, a Oncoclínicas registrou prejuízo de R$ 438,7 milhões, mais do que triplicando o resultado negativo do mesmo período de 2025. Os dados foram apresentados no balanço divulgado nesta quinta-feira, 14.
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A receita da rede apresentou queda de 22,3%, o que somou R$ 1,2 bilhão. O Ebitda ficou negativo em R$ 49,2 milhões, enquanto a dívida líquida atingiu R$ 3,3 bilhões, o que resultou em alavancagem financeira de 5,2 vezes o Ebitda.
Alerta sobre continuidade operacional e decisões judiciais
O relatório manteve o alerta de incerteza sobre a continuidade operacional, e repetiu a avaliação feita nos resultados do último trimestre de 2025. A Oncoclínicas, fundada em 2010, opera 142 unidades em 49 cidades, integrando clínicas, laboratórios e centros de tratamento oncológico.
Durante o trimestre, a empresa obteve decisão favorável do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que suspendeu cobranças bancárias por 60 dias. O pedido foi feito em abril, uma semana depois de a companhia revelar dívida acima do limite acordado com credores.
Depois desse anúncio, os grupos Porto e Fleury desistiram de negociar participação na Oncoclínicas por causa do montante da dívida, que era o principal entrave nas discussões entre as partes.
Planos para recuperação e perspectivas futuras
No documento apresentado nesta quinta-feira, a empresa informou que “está em negociação com credores para regularizar a situação, incluindo possível repactuação das dívidas (novos prazos, taxas e garantias)”, e apontou a venda de ativos, aumento de capital e mudanças na presidência como medidas para aliviar a pressão sobre o caixa.
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A companhia reforçou que há “incerteza relevante, que pode levantar dúvida significativa quanto à continuidade operacional da companhia”, e justificou que a recuperação depende do êxito dos planos da administração, “cujos desfechos não dependem integralmente da companhia”. A PwC, responsável pela auditoria independente, ratificou o parecer, e afirmou que a rede “tem apurado prejuízos repetitivos em suas operações”.
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Fonte: Revista Oeste · Por Yasmin Alencar