As medidas do adotadas pelo governo federal não devolvem o preço do diesel ao patamar anterior à guerra no Irã. O valor médio de revenda acumula queda por cinco semanas consecutivas, porém, o combustível permanece 16,7% acima do nível de antes do conflito, no entanto. O levantamento é da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A informação foi divulgada pelo portal Poder360 neste sábado, 16.
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A alta nos postos de combustíveis começou na esteira do início da guerra entre Israel e EUA contra o Irã em 28 de fevereiro. O litro atingiu o pico financeiro na semana de 5 de abril deste ano. O produto custava R$ 7,48 na ocasião. O consumidor pagava R$ 6,18 antes do conflito militar.
O impacto da guerra no preço do diesel
A redução no preço do diesel começou em 6 de abril. O governo federal decidiu ampliar as subvenções de forma emergencial no período. O valor caiu nas cinco semanas seguintes. O combustível chegou a R$ 7,19 na semana de 10 de maio. O recuo não conseguiu anular a alta acumulada dos meses anteriores.
A alta do barril de petróleo no mercado internacional afeta o cenário brasileiro de forma direta. O produto do tipo Brent custava US$ 70,89 antes da guerra. Esse aumento global pressiona o preço do diesel no Brasil e diminui o efeito prático dos subsídios estatais para o bolso do motorista.
As novas regras para tentar diminuir o preço do diesel
O Poder Executivo anunciou uma nova subvenção de R$ 0,35 na última quarta-feira, 13. O montante equivale à isenção das taxas do PIS e da Cofins do mês de março. A regra entra em vigor a partir de 31 de maio. Uma medida provisória com as regras governamentais anteriores perde a validade exata nessa data.
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A ANP vai receber os dados de vendas das empresas de forma periódica. A agência pretende aplicar sanções para os casos de descumprimento da norma. Os produtores e os importadores precisam detalhar o valor do benefício tributário nas notas fiscais de venda. Os documentos seguem para o controle das distribuidoras de combustíveis em todo o território nacional.
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Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo