O governo federal autorizou os Correios a venderem seguros, títulos financeiros, bônus promocionais e até atuarem no mercado de telefonia celular para tentar ampliar receitas e conter a crise financeira da estatal.
A empresa fechou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões — mais de três vezes superior ao registrado em 2024. A medida foi oficializada em portaria publicada pelo Ministério das Comunicações.
A nova regra permite aos Correios comercializarem seguros de automóvel, vida, residência e viagem, além de consórcios, títulos de capitalização, aplicações financeiras, créditos e cupons promocionais.
Correios podem receber novo aporte
Os serviços deverão ser oferecidos em parceria com instituições financeiras autorizadas. A estatal também poderá atuar como operadora móvel virtual, utilizando a infraestrutura de empresas já existentes sob regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações.
A portaria ainda amplia a atuação dos Correios em logística integrada, armazenagem, transporte de cargas, certificação digital, assinatura eletrônica e gestão de documentos.
A ampliação das atividades ocorre em meio ao plano de reestruturação financeira dos Correios, iniciado no fim de 2025.
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Em março, a ministra Esther Dweck afirmou que o governo prevê um aporte de recursos na estatal em 2027. A medida já estaria prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado entre os Correios e um consórcio de bancos.
Além do empréstimo, a estatal também adotou medidas como fechamento de agências deficitárias, programas de demissão voluntária e venda de imóveis.
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Fonte: Revista Oeste · Por Rachel Díaz