O funkeiro MC Ryan SP, investigado pela Polícia Federal (PF) por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas, rifas ilegais e tráfico de drogas, negou envolvimento com os crimes apurados. Ele deixou a prisão na última quinta-feira, 14, por decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, no âmbito da Operação Narco Fluxo.
Ryan havia sido preso em 15 de abril e estava custodiado desde o dia 30 na Penitenciária II de Mirandópolis, no interior de São Paulo. Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record, neste domingo, 17, ele negou vínculo com facções criminosas.
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"Eu não liderei nada disso. Não lavo dinheiro para o PCC. Não lavo dinheiro para o Comando Vermelho, não lavo dinheiro para nada", declarou. "Eu faço as minhas publicidades, como todo mundo faz. Tudo vai ser provado, tudo vai ser resolvido e lá na frente eu vou cantar o hino da vitória."
Segundo a PF, Ryan seria líder e beneficiário econômico de uma organização suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em recursos ilícitos em um período de 24 meses. Os investigadores afirmam que o grupo utilizava mecanismos de blindagem patrimonial, com transferências de participações societárias para familiares e terceiros, além do uso de operadores financeiros para ocultar a origem dos recursos.
De acordo com a investigação, o dinheiro retornaria ao mercado formal por meio da compra de imóveis, veículos de luxo, joias e outros bens de alto valor.
Mesmo solto, o cantor continuará submetido a medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre as restrições impostas estão a proibição de deixar a cidade onde mora por mais de cinco dias sem autorização judicial e a impossibilidade de sair do país sem permissão.
Ryan afirmou que as acusações estariam relacionadas à exposição de seu patrimônio e à forma como exibe sua rotina nas redes sociais. "Eu estou convicto de que eu vou sair dessa. Eu vou vencer, vai dar tudo certo", disse. "Lutar contra isso, sair dessa investigação, com certeza. Eu estou rezando todo dia para apenas ouvir: 'Você foi absolvido desse inquérito policial. Você tá livre”. Quero ficar em paz."
O cantou também relatou o período em que esteve preso e classificou a experiência como “os piores dias” de sua vida. "Eu errei muito também, com a minha mulher, com a minha família. Eu chorava olhando as fotos da minha filha e falava: 'Deus, por que eu estou aqui?'. Eu sofri muito na cadeia. Eu só chorava lá dentro."
MC Ryan SP foi solto junto com MC Poze do Rodo
A decisão que concedeu habeas corpus a Ryan também beneficiou o funkeiro MC Poze do Rodo, identificado como Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, além dos influenciadores Chrys Dias, Débora Paixão e Diogo Santos de Almeida. Todos deixaram as unidades prisionais na tarde de quinta-feira.
No despacho, a desembargadora responsável pelo caso afirmou que a prisão preventiva não poderia ser mantida sem elementos suficientes para o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal. Segundo a magistrada, nenhum dos investigados foi formalmente denunciado até o momento, enquanto a PF solicitou prazo adicional de 90 dias para concluir diligências e perícias.
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Fonte: Revista Oeste · Por Isabela Jordão