O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi alvo de protestos na última quinta-feira, 14. O político visitava unidades habitacionais na cidade de Camaçari. O município fica no Estado da Bahia. Os manifestantes cobraram explicações sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
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O público ficou atrás de grades de contenção durante o evento. As pessoas questionaram o suposto envolvimento de Lulinha em fraudes. Os manifestantes faziam cobranças diretas. O grupo gritava: “Cadê o dinheiro dos aposentados? Seu filho roubou, Lula.” O esquema criminoso realizava descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Lula, pai de Lulinha esteve na Bahia, na cidade de Camaçari para um evento oficial de entrega de casas. Ao chegar no evento, Lula foi surpreendido por fortes protestos de aposentados que se posicionaram atrás de grades e gritaram repetidamente “Cadê o dinheiro dos aposentados?… pic.twitter.com/CBceW6tFxO
— Iane menezes (@iane_menezes) May 18, 2026
A investigação da Polícia Federal sobre Lulinha
A Polícia Federal (PF) apura as fraudes do INSS por meio da Operação Sem Desconto. O nome de Fábio Luís aparece em mensagens de investigados. Os agentes também encontraram um envelope com o nome do empresário. Uma testemunha citou o filho do presidente em um depoimento.
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A empresária Roberta Luchsinger funciona como o elo entre Lulinha e o esquema. A mulher mantém amizade com o filho de Lula. Ela também possui relações de negócios Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como lobista. A empresária nega o cometimento de irregularidades.
O elo do Careca do INSS com Lulinha
A empresa do Careca transferiu R$ 1,5 milhão para a empresa de Roberta. O lobista enviou uma mensagem sobre um repasse de R$ 300 mil. Ele afirmou que o dinheiro seria para "o filho do rapaz". A PF suspeita de uma referência a Lulinha.
A PF interceptou um diálogo em que Roberta avisa o lobista sobre a apreensão de um envelope. O documento continha o nome do amigo em comum. A empresária pediu a destruição dos telefones celulares na sequência.
Um ex-funcionário do Careca prestou depoimento aos investigadores. O homem relatou menções a pagamentos para Lulinha. O dinheiro financiaria um lobby no Ministério da Saúde. O esquema visava a venda de medicamentos de canabidiol para o governo federal. O lobista não conseguiu a assinatura de nenhum contrato.
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Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo