Debates sobre transparência nos gastos públicos ganham novo destaque na Câmara dos Deputados, que pode analisar, ainda nesta semana, o Projeto de Lei 3240/2025, apresentado pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), conforme apurou Oeste. O texto já consta na pauta e aguarda apreciação da Casa. A proposta visa modificar a Lei de Acesso à Informação e a Lei de Improbidade Administrativa, e proíbe o sigilo sobre despesas da administração federal.
+ Entenda o que é Política em Oeste
O relatório, sob responsabilidade do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), determina que informações referentes a cartões corporativos, viagens, hospedagens, contratos, convênios e operações logísticas estejam disponíveis ao público, reforçando o princípio da publicidade nos atos estatais.
Punições e critérios para o sigilo
Entre as principais medidas previstas, o projeto estabelece punições para servidores que decretarem sigilo fora das situações permitidas em lei, podendo chegar à demissão e à responsabilização por improbidade administrativa. O uso de argumentos genéricos de segurança institucional para restringir dados só será aceito em situações excepcionais, com justificativa formal, prazo definido e notificação dos órgãos de controle.
Na justificativa do projeto, Gayer defende que a transparência deve ser o padrão na administração pública, citando decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que consideram o sigilo uma exceção, não regra. O texto ainda recorda episódios recentes em que restrições de acesso a viagens e documentos oficiais causaram preocupação quanto à fragilização do controle social e da transparência federal.
Leia também: “Punição excessiva e impagável", artigo de Rachel Díaz na Edição 315 da Revista Oeste
O post Câmara pode votar projeto de Gayer que proíbe sigilo sobre gastos públicos apareceu primeiro em Revista Oeste.
Este conteúdo é originalmente de Revista Oeste. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
https://revistaoeste.com/no-ponto/camara-pode-votar-projeto-de-gayer-que-proibe-sigilo-sobre-gastos-publicos/
Fonte: Revista Oeste · Por Yasmin Alencar