O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira, 25, que Teerã avançou nas conversas com os Estados Unidos. Segundo trechos de entrevista coletiva divulgada pela agência estatal Fars, o diplomata declarou que o país chegou a “entendimentos sobre uma grande parte das questões discutidas”. No entanto, ele negou que a assinatura de um acordo para encerrar a guerra seja “iminente”.
O porta-voz declarou que o Irã prioriza outras pautas no momento. Ele afirmou que o país não responderá a todas as publicações de Washington na internet. “Temos assuntos muito mais importantes", afirmou. "Se ficarmos respondendo a tweets e imagens do outro lado, não conseguiremos realizar essas tarefas. Estamos focados em projetar e desenvolver as melhores formas de proteger os interesses nacionais iranianos.”
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O diplomata justificou que Teerã adotará critérios próprios para se manifestar. “Temos nosso próprio método e não imitaremos o estilo e os métodos do inimigo", disse. "Como uma nação civilizada e forte, responderemos ao inimigo quando necessário, como fizemos anteriormente”, disse.
Irã faz críticas à União Europeia
Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que Washington esperava uma resposta de Teerã “ontem à noite ou hoje”, mas ponderou que “não daria muita importância a isso”. De acordo com Rubio, os EUA apresentaram “uma proposta bastante sólida” para reabrir o Estreito de Ormuz.
O secretário também declarou crer que o Irã aceitaria uma "negociação real, significativa e com prazo limitado" sobre o programa nuclear. Além disso, ressaltou que o presidente Donald Trump “não tem pressa” e “não fará um acordo ruim”.
Baghaei criticou a suposta "instabilidade institucional" de Washington, afirmando que “não há nada que garanta o compromisso dos EUA com suas promessas”. Ele condicionou o sucesso de “qualquer entendimento potencial” ao fim dos combates em todas as frentes, incluindo o Líbano.
Baghaei também rebateu as demandas da União Europeia (UE) sobre o Estreito de Ormuz. O porta-voz alertou que “qualquer ato hostil certamente enfrentará uma resposta iraniana equivalente”.
“Se a UE tivesse adotado há muito tempo uma postura responsável diante dos acontecimentos internacionais, talvez algumas das consequências enfrentadas hoje por nossa região e pela comunidade internacional não tivessem ocorrido”, acusou.
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Fonte: Revista Oeste · Por Letícia Alves