O ex-vereador do Rio de Janeiro Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, destituiu seus advogados e pediu o adiamento do seu julgamento pela morte do menino Henry Borel. O anúncio ocorreu nesta segunda-feira, 25, no início da sessão no 2º Tribunal do Júri da Capital. O réu alegou falta de condições para prosseguir depois que o advogado Fabiano Tadeu Lopes sofreu um infarto no sábado 23 e não compareceu ao tribunal.
O ex-vereador relatou que solicitou que outros integrantes da banca assumissem a defesa. Os profissionais, no entanto, informaram que faltou tempo para absorver o conteúdo necessário e que não conseguiriam substituir o defensor de forma adequada. Segundo ele, Fabiano Lopes possui maior conhecimento sobre três processos sob sigilo que envolvem testemunhas do caso.
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"Voltaram para mim e falaram que não tinha condição, no intervalo de tempo de ontem para hoje, de fazer um trabalho que pudesse suprir a ausência do doutor Fabiano", declarou. "Eu sei que tem três processos que eu estou respondendo também, e essas pessoas vão estar aqui dentro do plenário para ser testemunhas", afirmou o réu sobre o júri popular. "A única pessoa que tem condição de inquirir essas pessoas é o doutor Fabiano".
Esse não é o primeiro pedido de adiamento de Jairinho
O réu alegou que a ausência do defensor impede o exercício pleno do seu direito de defesa. "Sendo assim, fica impossível eu ser defendido nesse momento, porque a pessoa que está me defendendo há um dia atrás teve um infarto. É ele quem tem conhecimento dos fatos para demonstrar aos jurados a verdade do que está acontecendo", disse.
Apesar do pedido, Jairinho alegou que desejava a continuidade do julgamento para encerrar o processo. "Pelos meus três filhos, o que eu mais queria hoje era começar esse plenário e terminar, mas infelizmente eu não posso. Eu estou sem defesa", declarou.
O promotor Fábio Vieira dos Santos relembrou o histórico de adiamentos do caso. A primeira tentativa ocorreu em março deste ano, mas a Justiça suspendeu a sessão depois da defesa de Jairinho abandonar o II Tribunal do Júri. "Primeiramente a defesa do Jairo, (promoveu o adiamento) no dia 23 de março. Agora, o próprio acusado, no dia 25 de maio, está dando motivos para um adiamento."
Santos afirmou que o Ministério Público está preparado para prosseguir com o processo envolvendo apenas Monique Medeiros Costa e Silva, se necessário, embora considere mais adequado o julgamento conjunto. "Eu já adianto aqui que o Ministério Público está apto a continuar nesse cenário para o julgamento da Monique", afirmou.
O promotor ressaltou que o júri simultâneo dos dois réus atende a critérios de lógica processual e economia dos atos judiciais, mas ponderou que nem sempre isso é possível diante das circunstâncias.
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Fonte: Revista Oeste · Por Letícia Alves