Os investimentos vinculados ao Banco Master migraram majoritariamente para instituições financeiras de grande porte. O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino, confirmou o movimento nesta segunda-feira, 25. O deslocamento de capital ocorreu logo depois da decretação da liquidação extrajudicial das empresas que compunham o grupo econômico.

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A saída do mercado do Master levantou questionamentos no setor privado sobre a solidez dos bancos médios. Analistas também manifestaram dúvidas sobre a capacidade do sistema bancário nacional em absorver choques severos.

Aquino minimizou os temores e assegurou que a extinção do grupo "não gerou efeito no sistema financeiro". O diretor explicou que o conglomerado representava apenas 0,1% dos R$ 17 trilhões em ativos totais do Sistema Financeiro Nacional.

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FGC pagou R$ 37,7 bilhões a clientes do Banco Master

Os dados constam no Relatório de Estabilidade Financeira. Entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro de 2026, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) desembolsou R$ 37,7 bilhões para ressarcir os correntistas e investidores do Master, do Master BI e do Letsbank. O montante equivale a 93,3% do valor total sob cobertura da garantia legal.

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O monitoramento do Banco Central revela a destinação desse dinheiro. Os clientes realocaram cerca de 55% dos recursos recuperados em títulos emitidos por outras instituições financeiras do país.

Pesquisa do Banco Central aponta resiliência do setor

O diretor de Política Econômica do BC, Paulo Picchetti, destacou que o mercado mantém um nível elevado de confiança na estabilidade nacional. A sondagem trimestral captou apenas uma “pequena oscilação na margem” nos índices de credibilidade. O economista enfatizou que nenhum participante da pesquisa oficial indicou "pouca" ou "nenhuma" confiança nos bancos brasileiros.

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Os agentes de mercado apontaram os principais fatores de risco para a economia:

  • Os riscos fiscais e a trajetória da dívida pública federal;
  • O cenário macroeconômico internacional;
  • O avanço do endividamento das famílias e das empresas.

A autoridade monetária concluiu que o sistema financeiro demonstra forte resiliência, mesmo sob o impacto de juros elevados e do crescimento da inadimplência. De acordo com Aquino, os bancos comerciais mantêm provisões adequadas e índices de capitalização suficientes para suportar cenários adversos.

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Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo