A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manifestou nesta terça-feira, 26, preocupação com o relatório da comissão especial da Câmara que trata do fim da escala 6x1 e propõe reduzir de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal de trabalho.

Em nota, a entidade afirmou que a mudança prevista no parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), pode trazer impactos negativos para o emprego, a competitividade e o funcionamento de empresas de comércio, serviços e turismo — especialmente micro e pequenos negócios.

Comércio critica visão generalista

Segundo a CNC, o texto em discussão estabelece um limite uniforme para todos os setores da economia e não leva em conta particularidades de atividades marcadas por sazonalidade, funcionamento contínuo e necessidade de atendimento presencial.

A entidade avalia que a eventual aprovação exigiria reestruturação de escalas, revisão de contratos e reorganização operacional das empresas, com impacto maior sobre negócios de menor porte, que têm menos capacidade financeira para absorver custos extras. Para a confederação, esse cenário pode pressionar margens, reduzir investimentos e comprometer a geração e a manutenção de empregos formais.

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A CNC acrescenta que o comércio presencial já enfrenta concorrência crescente do comércio eletrônico e pode perder competitividade caso tenha aumento estrutural de custos. Diante disso, a confederação voltou a defender que mudanças na jornada de trabalho sejam feitas por meio de acordos e convenções coletivas. 

Para a entidade, esse modelo permite ajustes graduais e adequados à realidade econômica de cada setor e região, sem impor uma regra única para toda a economia. O relatório da comissão especial prevê redução gradual da carga horária, com etapa intermediária de 42 horas semanais antes da adoção do limite de 40 horas. 

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Depois do pedido de vista coletiva, a votação do parecer deve ocorrer nos próximos dias. Se aprovado, o texto ainda precisará passar por dois turnos no plenário da Câmara antes de seguir ao Senado.

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Fonte: Revista Oeste · Por Fábio Bouéri