Personalidades do Judiciário e do Legislativo brasileiro irão se encontrar em Lisboa, entre os dias 1º e 3 de junho, durante a 14ª edição do Fórum de Lisboa, promovido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A conferência, popularmente chamada de “Gilmarpalooza”, terá a participação confirmada dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, ambos da Suprema Corte, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do presidente da Câmarados Deputados, Hugo Motta.

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O PGR, que já marcou presença em edições anteriores do evento, foi sócio de Gilmar Mendes no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), responsável pela organização do fórum. A programação deste ano destaca o objetivo de “ampliar conexões estratégicas” e disponibiliza ingressos ao valor de R$ 1,2 mil.

Além dessas autoridades, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU) e parlamentares também confirmaram presença no encontro.

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Depois de questionamentos sobre procedimento interno, a Câmara dos Deputados optou por cancelar o pagamento de R$ 46 mil em diárias e passagens para o diretor-geral Guilherme Barbosa Brandão participar do fórum. O órgão comunicou a desistência depois de ser procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre o caso.

O Fórum de Lisboa, que neste ano discute “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”, tradicionalmente reúne representantes dos três Poderes. Costumeiramente, também recebe empresários, advogados e lobistas em seus debates.

Confira nomes de pessoas já confirmadas no 'Gilmarpalooza'

  • Gilmar Mendes, ministro do STF e anfitrião do Fórum de Lisboa;
  • Michel Temer, ex-presidente da República;
  • Jorge Carlos Fonseca, ex-presidente de Cabo Verde;
  • Ivan Duque, ex-presidente da Colômbia;
  • Joel Mokyr, economista e Nobel de Economia;
  • Thomas Friedman, jornalista e vencedor de três Pulitzers;
  • Angelika Nussberger, jurista alemã;
  • Indra Spiecker genannt Döhmann, professora universitária;
  • Markus Kotzur, professor universitário;
  • Joachim Englisch, professor universitário;
  • Christiane Woopen, professora universitária;
  • Christian Calliess, professor de Direito;
  • Dieter Grimm, ex-juiz constitucional;
  • Ralf Poscher, jurista e pesquisador;
  • Marta Hirsch-Ziembinska, conselheira europeia;
  • Luís Greco, professor de Direito;
  • Dominique Rousseau, jurista francês;
  • Xavier Philippe, jurista francês;
  • Yves Gounin, conselheiro de Estado francês;
  • Gaspard Estrada, cientista político;
  • Francisco Balaguer Callejón, professor universitário;
  • Raffaele De Giorgi, professor universitário;
  • Antonio Carratta, professor universitário;
  • Vinicius Carvalho, professor universitário;
  • Leandro Eduardo Ferreyra, professor universitário;
  • Hendrik Schoenfelder, executivo;
  • Saskia Berling, executiva do setor financeiro;
  • Lúcia da Luz Ribeiro, magistrada moçambicana;
  • Spyridon Flogaitis, professor de Direito Público;
  • Fernanda Tórtima, advogada;
  • Herbet Santos, procurador-geral de Justiça;
  • Juliana Bumachar, advogada;
  • Laura Porto, advogada;
  • Felipe Sarmento, dirigente da OAB;
  • Antonio Anastasia, ministro do Tribunal de Contas da União;
  • Tarsila Fernandes, procuradora federal;
  • Gustavo Chalfun, presidente da OAB-MG;
  • Marcus Vinicius Furtado Coelho, advogado;
  • Paulo Gonet, procurador-geral da República;
  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central;
  • Humberto Dalla, desembargador;
  • Sebastião Reis Júnior, ministro do STJ;
  • Rose Morais, dirigente da OAB;
  • Laura Schertel, diretora do IDP;
  • Sérgio Leonardo, advogado;
  • Beto Simonetti, presidente da OAB;
  • Luis Felipe Salomão, ministro do STJ;
  • Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo;
  • Hugo Motta, presidente da Câmara;
  • Alexandre de Moraes, ministro do STF;
  • Flávio Dino, ministro do STF;
  • Luís Roberto Barroso, presidente do STF;
  • Alexandre Silveira, ministro de Estado;
  • Wanderlei Barbosa, governador do Tocantins.

Gilmar Mendes minimiza efeitos do caso Master

O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, afirmou nesta terça-feira, 26, que o evento Fórum de Lisboa não terá impacto em razão do escândalo Banco Master, que envolve ministros da Corte.

"Não detectamos nenhum impacto", disse o ministro em entrevista ao portal UOL, depois de participar de seminário promovido pelo Instituto Consenso, em Brasília. "E o que me parece é que há pessoas que tentaram misturar a proposta do Código de Ética, o caso Master e outros episódios para se associar ao Fórum de Lisboa."

https://www.youtube.com/watch?v=BA6-SiIKtR8

Segundo o ministro, o evento é de perfil puramente acadêmico. Ele afirmou que o fórum terá a presença de três ex-presidentes, sendo um deles brasileiro, Michel Temer, e outros dois de Cabo Verde e da Colômbia.

"Portanto, são debates extremamente relevantes. Vamos ter as melhores cabeças do Brasil, de Portugal e da Europa", disse o decano no STF. "O Fórum do Brasil faz parte do Brasil que dá certo."

Leia também: "A toga e a lama", artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 323 da Revista Oeste

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Fonte: Revista Oeste · Por Lucas Cheiddi