A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 27, nove investigados no esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Entre os nove investigados estão supostos operadores, lobistas e ex-servidores da Corte. A PGR aponta os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo profissional.
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No STF, o processo tramita em sigilo e está sob relatoria do ministro Cristiano Zanin. Segundo a denúncia, a organização atuou entre 2019 e 2023.
De acordo com o o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ficou comprovado que o grupo operava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os responsáveis pela captação de clientes, pelo acesso e elaboração de minutas no STJ e pela lavagem de dinheiro.
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Venda de sentenças no STJ
Segundo a denúncia, estariam envolvidos no esquema servidores dos gabinetes das ministras Isabel Gallotti e Nancy Andrighi. As ministras não são investigadas.
Uma das principais peças do esquema era o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves. Para a PGR, o empresário atuava na intermediação junto de tribunais em Brasília.
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Fonte: Revista Oeste · Por Davi Vittorazzi