A Câmara Municipal do Rio aprovou nesta quinta-feira, 28, um projeto de lei que cria diretrizes para a preservação e difusão da cultura evangélica no município. De autoria da vereadora Alana Passos (PL), a proposta abre caminho para a criação de um espaço cultural voltado à memória histórica da presença evangélica na cidade, preferencialmente integrado a equipamentos já existentes.

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O texto estabelece que a Prefeitura poderá implementar esse centro de memória, desde que haja disponibilidade orçamentária. Entre as atividades previstas estão exposições históricas, digitalização e catalogação de acervos, registro de memória oral e manifestações musicais, além de apoio a pesquisadores e instituições culturais ligadas ao tema.

O projeto também autoriza o município a firmar convênios e acordos de cooperação com diferentes denominações evangélicas para viabilizar as ações previstas. Ao mesmo tempo, determina que a implementação das medidas respeite “os princípios da laicidade do Estado, da impessoalidade e do pluralismo cultural”.

Cidade do Rio tem cerca de 1,4 milhão de evangélicos, segundo o último Censo | Foto: Freepik

Rio pode ganhar espaço de preservação da cultura evangélica

Segundo Alana, a proposta busca ampliar a preservação da memória evangélica no município. “As igrejas evangélicas ajudaram a construir a história do Rio e deixaram um legado que precisa ser valorizado, registrado e preservado”, declarou. “Preservar essa memória é reconhecer parte da nossa própria história.”

Na justificativa do texto, a vereadora afirma que denominações evangélicas deixaram marcas na história do Rio por meio de templos, obras, personagens, eventos e expressões artísticas. O projeto menciona ainda a existência de museus e centros dedicados à história protestante e ao gospel nos Estados Unidos e em países da Europa.

O projeto de lei foi apresentado em março e aprovado em duas votações no plenário da Câmara. A proposta foi apresentada como continuidade da Lei 8.556/2024, que reconheceu a cultura evangélica como patrimônio imaterial do município. Agora, o texto segue para sanção ou veto do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).

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Fonte: Revista Oeste · Por Mateus Conte