A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, defendeu o princípio de “não interferência”. Ela comentou a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas.

“A China defende o princípio de não interferência em assuntos internos”, afirmou a porta-voz em coletiva de imprensa.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

O Departamento de Estado dos EUA anunciou a medida nesta quinta-feira, 28. O órgão classificará as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

https://twitter.com/SecRubio/status/2060119225176404134?s=20

O anúncio ocorreu depois de visita do senador pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao presidente dos EUA, Donald Trump. Nas redes sociais, o brasileiro agradeceu a medida. "Muito obrigado, Sr. secretário de Estado!", escreveu. "O combate os narco-terroristas precisa ser feito com a união entre os países afetados pela atuação criminosa deles! O povo brasileiro agradece!"

https://twitter.com/FlavioBolsonaro/status/2060139451670532342?s=20

Quem não aprovou a decisão norte-americana, porém, foi o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, criticou a medida. Ele classificou a medida como “pretexto para intervenção” no Brasil.

“Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico", disse ao portal Metrópoles. "Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável.”

China confirma visita de Mauro Vieira

Mao Ning também confirmou a visita oficial do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, à China. A viagem ocorrerá entre 31 de maio e 2 de junho. Segundo ela, a relação entre os dois países ocupa posição de destaque entre as parcerias da China com nações em desenvolvimento.

“Esperamos que, por meio desta visita, ambas as partes consolidem ainda mais a confiança mútua política e estratégica, continuem a progredir na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado, demonstrem um senso de responsabilidade na promoção da solidariedade e da cooperação entre os países do Sul Global e contribuam para a paz e a estabilidade mundial”, disse a porta-voz.

O post China defende ‘não interferência’ depois dos EUA classificarem facções brasileiras como terroristas apareceu primeiro em Revista Oeste.

📰 Leia a reportagem completa
Este conteúdo é originalmente de Revista Oeste. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
https://revistaoeste.com/mundo/china-defende-nao-interferencia-depois-dos-eua-classificarem-faccoes-brasileiras-como-terroristas/

Fonte: Revista Oeste · Por Letícia Alves