O nome de Renan Santos começou a aparecer com frequência em conversas entre empresários e parlamentares ligados ao Novo e ao Partido Liberal (PL).
Relatos ouvidos por Oeste em diferentes encontros políticos e empresariais apontam uma mudança de percepção sobre o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e do Partido Missão. Se até pouco tempo o pré-candidato à Presidência era visto apenas como um político de redes sociais, agora passou a ser tratado como um potencial protagonista da disputa pelo Palácio do Planalto.
Entre empresários, os elogios se concentram no que descrevem como um posicionamento mais maduro do pré-candidato, hoje com 42 anos. Investidores que acompanharam reuniões recentes afirmam que Renan abandonou parte do discurso mais reativo que marcou sua trajetória política e passou a enfatizar temas ligados à gestão pública, produtividade, indústria e segurança.
No meio parlamentar, as referências positivas costumam aparecer em torno da contundência dos discursos. Deputados e dirigentes partidários citam principalmente propostas relacionadas ao combate ao crime organizado, à reindustrialização e à chamada “desfavelização”, uma das bandeiras mais exploradas pelo Missão.
Integrantes do PL e do Novo revelaram que tentaram incorporar parte dessas pautas em debates internos das duas legendas. A avaliação é que Renan conseguiu ocupar espaços temáticos pouco explorados pela direita tradicional nos últimos anos.
Renan Santos está entre os preferidos da Geração Z
O crescimento da visibilidade do pré-candidato também começou a aparecer nas pesquisas eleitorais. Um levantamento da AtlasIntel/Bloomberg, divulgado em 19 de maio, mostrou Renan na liderança entre eleitores de 16 a 24 anos, faixa que concentra a chamada Geração Z. A pesquisa ouviu 4.399 pessoas entre os dias 13 e 16 de maio e apontou o presidente do Missão à frente dos demais nomes testados nesse segmento do eleitorado. Segundo o recorte divulgado pelo instituto, o presidente do Missão registrou 36,1% das intenções de voto nesse segmento, à frente de Lula (28,2%) e de Flávio Bolsonaro (24,5%).
O desempenho chamou atenção de dirigentes partidários porque o avanço ocorreu justamente na faixa etária considerada mais estratégica para a renovação da direita nos próximos anos. Conforme apurou Oeste, integrantes do PL e do Novo avaliam que Renan conseguiu construir identificação com parte do eleitorado jovem ao concentrar discursos em segurança pública, crise urbana, mercado de trabalho e reindustrialização.
Em Brasília, dirigentes partidários observam a ascensão de Renan com cautela. Embora ainda apareça distante dos principais polos eleitorais nacionais, o pré-candidato do Missão passou a ser citado com frequência em reuniões políticas que antes giravam exclusivamente em torno de nomes ligados ao lulismo e ao bolsonarismo.
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Fonte: Revista Oeste · Por Edilson Salgueiro