O Banco Mundial prevê alta de 24% nos preços de energia em 2026, impulsionada pela guerra no Irã e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. A projeção consta no relatório Commodity Markets Outlook, divulgado nesta terça-feira, 28. O documento aponta um dos maiores choques recentes no mercado global de commodities.

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O cenário representa a maior pressão sobre preços desde a guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022. Economias emergentes tendem a sentir os efeitos de forma mais intensa, com risco de inflação persistente.

O estudo também indica aumento de 16% nos preços gerais das commodities, puxado por energia e fertilizantes. A volatilidade deve atingir o nível mais alto em quatro anos.

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A produção global de petróleo caiu mais de 10 milhões de barris por dia durante a crise, segundo o relatório.

Mesmo com alguma acomodação recente, gargalos logísticos e danos à infraestrutura mantêm os preços elevados.

Estreito de Ormuz concentra impacto no mercado de energia

O Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do transporte marítimo de petróleo, registra paralisação significativa.

A previsão do Banco Mundial aponta o barril do Brent a US$ 86 em média em 2026, acima dos US$ 69 registrados em 2025.

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No curto prazo, o petróleo já opera em níveis mais altos. O WTI supera US$ 102, enquanto o Brent passa de US$ 110.

A saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep e da Opep+ adiciona incerteza ao cenário. O movimento pode ampliar a produção, mas reduz a coordenação entre países exportadores.

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O relatório alerta que eventual ampliação do conflito tende a intensificar a pressão sobre preços e ampliar os efeitos econômicos.

Crescimento global desacelera e inflação ganha força

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou a projeção de crescimento global para 3,1% em 2026. A estimativa para a zona do euro caiu para 1,1%.

A inflação global deve atingir 4,4%, com risco de deterioração maior caso a volatilidade energética persista. Em cenário mais adverso, o crescimento mundial pode recuar para 2%, segundo o FMI.

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A União Europeia já acumula mais de €27 bilhões em custos adicionais com importação de combustíveis fósseis.

O impacto se estende para gás natural e fertilizantes, com efeitos defasados sobre a economia global.

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O Banco Mundial recomenda medidas fiscais direcionadas para mitigar o impacto sobre famílias vulneráveis. Políticas amplas, segundo a instituição, podem distorcer o mercado.

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Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo