Autoridades dos Estados Unidos levarão à Justiça nesta sexta-feira, 5, o iraquiano Mohammad Baqer Saad Dawood al-Saadi, suspeito de planejar atentados terroristas na América do Norte e na Europa, incluindo um suposto plano para assassinar Ivanka Trump, filha do presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo investigadores, Al-Saadi tem ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica e com a divisão iraquiana do Hezbollah.

Donald Trump e Ivanka Trump, segunda filha do presidente norte-americano e a mais velha entre as mulheres | Foto: Reprodução/Instagram/@ivankatrump

As autoridades norte-americanas afirmam que o plano seria uma retaliação pela morte do general iraniano Qasem Soleimani. Os EUA mataram o general em um ataque com drones em 2020.

Iraquiano foi preso na Turquia

Investigadores norte-americanos afirmam que Al-Saadi, de 32 anos, também mantinha vínculos com a Guarda Revolucionária do Irã. Autoridades prenderam o suspeito na Turquia em maio e depois o extraditaram para os EUA.

Segundo a investigação, agentes encontraram mapas, imagens e plantas ligadas à residência da família Trump na Flórida. O iraquiano também teria publicado ameaças diretas nas redes sociais.

Promotores afirmam que Al-Saadi participou da organização de quase 20 atentados e ataques terroristas contra alvos norte-americanos e judeus na Europa e na América do Norte.

Departamento de Justiça apresentou acusações

O Departamento de Justiça dos EUA indiciou o iraquiano por conspiração para fornecer apoio material a organizações terroristas e conspiração para cometer assassinatos.

O caso segue parcialmente sob sigilo. A Agência Federal de Investigação dos EUA (FBI, na sigla em inglês) e o Serviço Secreto norte-americano continuam monitorando possíveis ameaças ligadas à investigação.

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A morte de Soleimani continua sendo um dos principais pontos de tensão entre Washington e Teerã. O general iraniano comandava a Força Quds, braço de operações externas da Guarda Revolucionária, e morreu em janeiro de 2020, depois de um ataque aéreo autorizado por Trump no Aeroporto de Bagdá, capital do Iraque.

Desde então, autoridades norte-americanas afirmam ter identificado diferentes ameaças e planos de retaliação ligados a grupos apoiados pelo regime iraniano.

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Fonte: Revista Oeste · Por Pâmela Zacarias