A compra de 20 caças Gripen E pela Ucrânia deve levar à ampliação da linha de produção da aeronave no Brasil. O acordo entre Kiev e Estocolmo foi firmado na semana passada e envolve um contrato de quase R$ 15 bilhões com a fabricante sueca Saab.
Segundo o chefe de vendas da empresa, Mikael Franzén, o aumento da demanda exigirá expansão da capacidade produtiva. Atualmente, a Saab produz cerca de 20 aeronaves por ano.
“Para este primeiro lote, teremos de aumentar a produção. Precisamos expandir no Brasil e talvez ter novas unidades”, afirmou o executivo durante conversa com jornalistas em Linköping, cidade sueca onde fica a fábrica do Gripen.
A linha brasileira funciona na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. Franzén afirmou que a produção anual poderá chegar a 30 aeronaves ou mais.
O executivo ressaltou que as partes ainda não assinaram o contrato.
Produção brasileira
A fábrica de Gavião Peixoto entregou em março o primeiro Gripen produzido no Brasil para testes de voo. Outras três aeronaves estão em fabricação.
A expansão da operação não tem como objetivo montar aviões destinados diretamente à Ucrânia. Ainda assim, as aeronaves utilizarão componentes produzidos no Brasil, como o painel digital.
A unidade paulista também deverá fabricar 15 caças Gripen E para atender a encomenda realizada pela Colômbia no ano passado.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, pretende receber as primeiras aeronaves a partir da virada do ano para reforçar as defesas do país na guerra contra a Rússia, iniciada em 2022. Os modelos novos da família E/F, utilizada pelo Brasil, têm previsão de entrega apenas para 2030.
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Fonte: Revista Oeste · Por Victória Batalha